Guia da 65.ª Volta a Espanha

24 Ago 2010

A 65.ª edição da Volta a Espanha começa neste sábado, 28 de Agosto, com um surpreendente contra-relógio colectivo nocturno, nas ruas de Sevilha, e termina no dia 19 de Setembro, com uma etapa de consagração com final no coração de Madrid. Pelo caminho, o pelotão vai cumprir 3424,9 quilómetros, distribuídos por 21 etapas, seis das quais terminam em alto. O Jornal Ciclismo apresenta-lhe cada uma das tiradas, faz a radiografia aos favoritos e revela a lista de inscritos.

José Carlos Gomes

O traçado escolhido pela organização privilegia o espectáculo, começando logo pela abertura nocturna, desafio fora do comum e de desfecho imprevisível. A primeira semana não tem qualquer etapa que possa considerar-se determinante em termos de luta pela geral individual, classificação cujo líder voltará a vestir uma camisola vermelha. A ausência de tiradas teoricamente decisivas não quer dizer que a emoção estará arredada dos dias iniciais da Vuelta. Até à sétima jornada, só três se apresentam declaradamente ao jeito dos sprinters. As restantes prestam-se aos ataques e à emoção constante, até porque um pequeno corte pode significar mais do que um punhado de segundos, já que nas chegadas há bonificações de 20, 12 e 8 segundos para os três primeiros.

As primeiras diferenças entre favoritos deverão ser estabelecidas no contra-relógio por equipas e nas íngremes, embora curtas, rampas das chegadas a Málaga e a Valdepeñas de Jaén. Uma selecção mais efectiva terá de aguardar pela oitava etapa, cujo final fica pouco mais de três quilómetros adiante da montanha de primeira categoria instalada em Xorret de Catí.

A segunda semana de competição fica marcada por três chegadas em altitude, Pal, Peña Cabarga e Lagos de Covadonga. Para a última semana sobra o contra-relógio individual de 46 quilómetros e os finais montanhosos em Cotobello e na Bola do Mundo, apresentado como o grande momento da Vuelta. A Bola do Mundo é a continuação da subida para Navacerrada, à qual são acrescentados três inclinados quilómetros, com piso irregular e rampas superiores a 12 por cento. Esta chegada acontece no penúltimo dia, depois de muita dureza deixada para trás, pelo que é mais provável que seja um dia de confirmação do que de decisões classificativas.

A lista de participantes é prometedora, embora o estado de forma e a intenção dos inscritos seja sempre uma incógnita. Nesta fase da época, nem todos conseguem manter níveis aceitáveis para uma uma corrida desta dimensão. Por outro lado, há sempre ciclistas que aproveitam alguns dias de Vuelta para rodar com vista aos mundiais. Entre desistências mais do que previsíveis e presenças para não recordar, algo há-de sobrar de estimulante. Em teoria, homens como Denis Menchov (Rabobank), Vincenzo Nibali (Liquigas-Doimo) ou Frank Schleck (Saxo Bank) terão uma palavra a dizer na luta pela camisola vermelha, devendo seguir-se com atenção também os desempenhos de Andy Schleck (Saxo Bank), Ezequiel Mosquera (Xacobeo Galicia), Joaquín Rodríguez (Katusha) e Rubén Plaza (Caisse D´Epargne).

Portugal vai estar representado por Manuel Cardoso (Footon-Servetto), que terá concorrência forte na luta pelo protagonismo nas chegadas ao sprint. Entre outros, estão confirmados os velozes Mark Cavendish (Team HTC-Columbia), Thor Hushovd e Theo Bos (Cervélo), Daniele Bennati (Liquigas-Doimo), Óscar Freire (Rabobank), Juan José Haedo (Saxo Bank), Yauheni Hutarovich (FDJ) e Koldo Fernández (Euskaltel-Euskadi).

Etapas
28 de Agosto: Etapa 1: Sevilha – Sevilha, 13 km (C/R Equipas)

A apresentação do ciclismo como um espectáculo concorrente com outros espectáculos e não apenas com os desportos tem neste contra-relógio colectivo um ponto alto. A prova vai disputar-se entre as 22h00 e as 24h00 – hora local -, animando o centro de Sevilha num horário mais habitual em concertos e outras manifestações artísticas do que em provas de ciclismo.

29 de Agosto: Etapa 2: Alcalá de Guadaíra – Marbella, 173,7 km
O percurso não é totalmente plano, mas de todas as subidas apenas uma é pontuável e é de terceira categoria. Com as baterias ainda carregadas e com o pelotão ainda completo, deveremos assistir a um ensaio dos sprinters antes do Mundial.

30 de Agosto: Etapa 3: Marbella – Málaga, 157,3 km
Esta tirada tem os ingredientes necessários para ser palco de ataques. A 37 quilómetros da meta está colocada a primeira contagem de montanha de primeira categoria da competição. Os últimos 1,8 quilómetros da jornada são a subir, com uma inclinação média de 5 por cento. Algumas diferenças deverão ser estabelecidas, embora não se creia que sejam importantes.

31 de Agosto: Etapa 4: Málaga – Valdepeñas de Jaén, 183,8 km
Etapa de média montanha, que se adivinha desportivamente agitada e muito entretida para quem vê. A viagem contempla três contagens de montanha, a última é de segunda categoria e dista 7,8 quilómetros da meta. Os metros finais da tirada, não contando para a tabela dos trepadores, são a subir, com rampas que chegam aos 15 por cento.

1 de Setembro: Etapa 5: Guadix – Lorca, 198,8 km
Os velocistas voltam a ter uma etapa que se adapta às suas características, embora a longa extensão possa dissuadir algumas equipas dos sprinters do esforço de controlar a corrida.

2 de Setembro: Etapa 6: Caravaca de la Cruz – Múrcia, 151 km
Uma viagem curta cuja maior dificuldade é uma montanha de segunda categoria a 17 quilómetros do final, que poderá afastar alguns homens rápidos da discussão do sprint.

3 de Setembro: Etapa 7: Múrcia – Orihuela, 187,1 km
Dia previsivelmente de “descanso” para os corredores que lutam pela liderança. Já os sprinters terão de picar o ponto.

4 de Setembro: Etapa 8: Villena – Xorret de Catí, 190 km
A média montanha faz nova aparição, desta feita com final (quase) em alto. O pelotão vai enfrentar três montanhas de segunda categoria, uma de terceira e outra de primeira. A última dificuldade está apenas a 3,2 quilómetros da linha de meta. Oportunidade para desgastar rivais antes das estocadas decisivas que se aproximam.

5 de Setembro: Etapa 9: Calpe – Alcoy, 187,7 km
Mais uma etapa de dificuldades moderadas: um autêntico carrossel, mas nenhum colosso que possa considerar-se alta montanha. Quatros contagens de segunda categoria e três de terceira.

6 de Setembro: Descanso

7 de Setembro: Etapa 10: Tarragona – Vilanova i la Geltrú, 175,7 km
Depois da média montanha, uma tirada para respirar… mas pouco. A 30 quilómetros do final há que enfrentar uma curta mas exigente subida de primeira categoria.

8 de Setembro: Etapa 11: Vilanova i la Geltrú – Andorra (Pal), 208,4 km
Uma longa viagem que culmina com uma ascensão que coincide com a meta. Os últimos 9,9 quilómetros da jornada têm um desnível médio de 6,52 por cento, levando os corredores até à estação de esqui de Vallnord, a 1900 metros de altitude.

9 de Setembro: Etapa 12: Andora la Vella – Lleida, 172,5 km
Os sprinters que ainda não tenham trocado a Vuelta por um estágio de preparação dos mundiais terão aqui uma etapa que se lhes adequa.

10 de Setembro: Etapa 13: Rincón de Soto – Burgos, 196 km
Uma tirada que não sendo totalmente plana também não apresenta ondulações intransponíveis para os ciclistas mais velozes. Sprinters ou fugitivos, quem terá primazia?

11 de Setembro: Etapa 14: Burgos – Peña Cabarga, 178 km
A chegada à Cantábria vai provocar convulsões no pelotão e, provavelmente, na classificação. Duas montanhas de segunda e uma de terceira servem de aperitivo para o prato principal, a subida para a meta. A dificuldade final tem 5,9 quilómetros, uma inclinação média de 9,12 por cento e rampas que atingem os 18 por cento.

12 de Setembro: Etapa 15: Solares – Lagos de Covadonga, 187,3 km
A mítica subida de Lagos de Covadonga marca o final de uma etapa que não tem qualquer outra dificuldade orográfica. A escalada tem 12,5 quilómetros de extensão e uma pendente média de 7,04 por cento.

13 de Setembro: Etapa 16: Gijón – Cotobello, 181,4 km
É uma das etapas mais duras da edição 65 da Vuelta. Uma montanha de terceira categoria na fase inicial da viagem, não é preocupação, perante as três dificuldades da segunda metade da ligação: San Lorenzo (km 101,1, 10 km de extensão, inclinação média 8,5%), Cobertoria (km 141,9, 8,1 km de extensão, inclinação média 8,54%) e Cotobello (Meta, 10,1 km extensão, inclinação média 8,15%). A mais exigente das subidas de primeira categoria é a primeira, com algumas rampas de 14 e 15 por cento. No entanto, após este encadear de dificuldades, a chegada tem todas as condições para provocar grossas diferenças.

14 de Setembro: Descanso

15 de Setembro: Etapa 17: Peñafiel – Peñafiel, 46 km (C/R)
Um contra-relógio totalmente plano e muito extenso. Os trepadores, depois de jornadas de glória, terão de penar para manter vantagem sobre os contra-relogistas.

16 de Setembro: Etapa 18: Valladolid – Salamanca, 148,9 km
Uma ligação curta e sem uma única subida pontuável. Jornada de descanso activo, a menos que o pelotão carregue nos pedais com afinco, fazendo da velocidade um inimigo dos que já aqui chegarem com poucas reservas.

17 de Setembro: Etapa 19: Piedrahita – Toledo, 231,2 km
Ao fim de três semanas de competição, uma tirada tão longa faz obrigatoriamente mossa, excepto quando o pelotão resolve meter um dia de folga e dá rédea solta aos fugitivos. A última hipótese é a mais provável.

18 de Setembro: Etapa 20: San Martín de Valdeiglesias – Bola do Mundo, 172,1 km
A etapa-rainha da Vuelta chega na penúltima jornada. O final anuncia-se espectacular, com os corredores a subirem ao Alto de Navacerrada, continuando três quilómetros para lá do tradicional ponto mais alto. Estes três mil metros são em piso irregular, em rampas que passam os 12 por cento. Antes do decisivo espectáculo que se adivinha para a derradeira escalada, os corredores terão de ultrapassar a subida tradicional a Navacerrada e o alto de León, ambas de primeira categoria.

19 de Setembro: Etapa 21: San Sebastián de los Reyes – Madrid, 85 km
Pura etapa de consagração. Talvez o sprint introduza emoção na corrida.

CANDIDATOS
Denis Menchov
Data nascimento: 25.01.1978
País: Rússia
Vitótrias em 2010: 0
Vitórias na Carreira: 20
Grau de favoritismo: 4/5
O russo Denis Menchov já sabe o que é subir ao pódio nas três grandes voltas por etapas: venceu duas vezes a Vuelta e uma vez o Giro, há dois meses concluiu o Tour na terceira posição. Resistente na montanha e excelente contra-relogista, o chefe-de-fila da Rabobank é um dos principais candidatos, mas terá de mostrar que não foi afectado pela ausência de competição desde a Volta a França e pela anunciada mudança de equipa, que poderá ter-lhe tolhido a ambição ao serviço da formação holandesa.

Vincenzo Nibali (Liquigas-Doimo)
Data nascimento: 14.11.1984
País: Itália
Vitótrias em 2010: 6
Vitórias na Carreira: 17
Grau de favoritismo: 4/5
O braço-direito de Ivan Basso no último Giro, que viria a terminar na terceira posição, tem na Vuelta a oportunidade de emancipar-se. O jovem italiano esteve ausente do Tour, podendo preparar cuidadosamente a participação na corrida espanhola. Qualidade tem, é de crer que também disponha de motivação.

Frank Schleck (Saxo Bank)
Data nascimento: 15.04.1980
País: Luxemburgo
Vitótrias em 2010: 4
Vitórias na Carreira: 18
Grau de favoritismo: 3/5
O afastamente precoce da Volta a França, devido a uma queda na etapa do “pavé”, retirou-lhe dias de competição, fazendo com que chegue menos sobrecarregado à Volta a Espanha. A muita montanha joga a seu favor, mas Frank não tem a qualidade de Andy, pelo que a sua candidatura ao triunfo suscita algumas interrogações. Mais vale esperar para ver. Depois de uma carreira quase completa ao serviço de Bjarne Riis, seria uma saída em grande se alcançasse uma posição no pódio.

Andy Schleck (Saxo Bank)
Data nascimento: 10.06.1985
País: Luxemburgo
Vitótrias em 2010: 3
Vitórias na Carreira: 10
Grau de favoritismo: 2/5
No Tour o mais jovem foi o líder do clã Schleck. Na Vuelta os papéis deverão inverter-se, esperando-se ver Andy ao serviço de Frank. No entanto, se o mais velho dos irmãos falhar, a classe do caçula poderá vir ao de cima para defender o nome da família.

Ezequiel Mosquera (Xacobeo Galicia)
Data nascimento: 11.11.1975
País: Espanha
Vitótrias em 2010: 0
Vitórias na Carreira: 6
Grau de favoritismo: 2/5
O trepador galego ganhou por mérito próprio o direito de ser visto como candidato, pelo menos, ao pódio. Nos últimos anos conseguiu estar entre os melhores sempre que as estradas empinavam. Em 2010 vão empinar e muito! Boas notícias para Mosquera. As dificuldades indesmentíveis no contra-relógio e no terreno plano colocam-no numa segunda linha de favoritismo.

Joaquín Rodríguez (Katusha)
Data nascimento: 12.05.1979
País: Espanha
Vitótrias em 2010: 4
Vitórias na Carreira: 18
Grau de favoritismo: 2/5
“Purito” está a dar-se bem com a mudança de ares empreendida na presente temporada. Lutar pelo pódio na Volta a Espanha é, certamente, um sonho que a muita montanha pode ajudar a tornar realidade.

Carlos Sastre (Cervélo)
Data nascimento: 22.04.1975
País: Espanha
Vitótrias em 2010: 0
Vitórias na Carreira: 8
Grau de favoritismo: 1/5
O espanhol quererá despedir-se da equipa que ajudou a criar com exibições de alto nível. Falta saber se será capaz disso, depois de ter desiludido no Giro e no Tour.

Rubén Plaza (Caisse D’Epargne)
Data nascimento: 22.02.1980
País: Espanha
Vitótrias em 2010: 0
Vitórias na Carreira: 19
Grau de favoritismo: 1/5
A consistência revelada na Volta a França é argumento de peso a favor do valenciano que passou as duas épocas anteriores em Portugal. Mesmo não sendo fácil discutir um lugar no pódio, é homem para estar na luta por uma vaga nos cinco primeiros.

Equipas
Ag2r La Mondiale: José Luis Arrieta, Guillaume Bonnafond, Hubert Dupont, Sébastien Hinault, Blel Kadri, Ludovic Turpin, Rinaldo Nocentini, Nicolas Roche e Christophe Riblon

Andalucía-CajaSur: Jose Ángel Gómez Marchante, Javier Moreno, Manuel Ortega, Antonio Piedra, Javier Ramírez Abeja, Jose Vicente Toribio, Juan Javier Estrada, Sergio Carrasco e Jorge Montenegro

Astana: Assan Bazayev, Allan Davis, Alexsandr Dyachenko, Dmitriy Fofonov, Enrico Gasparotto, Josep Jufre, Andrey Zeits, Valentin Iglinskiy e Sergey Renev

Bbox Bouygues Telecom: William Bonnet, Vincent Jérôme, Alexandre Pichot, Pierre Rolland, Freddy Bichot, Mathieu Sprick, Nicolas Vogondy, Pierrig Quemeneur e Johan Tschopp

Caisse d’Epargne: David Arroyo, Marzio Bruseghin, Imanol Erviti, José Vicente García Acosta, David López, Luis Pasamontes, Rubén Plaza, Luis León Sánchez e Rigoberto Urán

Cervélo: Theo Bos, Iñigo Cuesta, Philip Deignan, Stefan Denifl, Xavier Florencio, Thor Hushovd, Oscar Pujol, Xavier Tondo e Carlos Sastre

Cofidis: David Moncoutié, Samuel Dumoulin, Mickaël Buffaz, Tony Gallopin, Rémi Pauriol, Sébastien Minard, Romain Zingle, Nico Sijmens e Arnaud Labbe

Euskaltel-Euskadi: Igor Antón, Beñat Intxausti, Egoi Martínez, Gorka Verdugo, Mikel Nieve, Koldo Fernández de Larrea, Juanjo Oroz, Pablo Urtasun e Amets Txurruka

FDJ: Yauheni Hutarovich, Sébastien Chavanel, Mickaël Chérel, Pierre Cazaux, Yoan Offredo, Gianni Meersman, Arthur Vichot, Rémi Di Grégorio e Christophe Le Mevel

Footon-Servetto: Johnnie Walker, Manuel Cardoso, Alberto Benítez, Arkaitz Durán, David Gutiérrez Gutiérrez, Enrique Mata, Giampaolo Cheula, Martin Pedersen e David Vitoria

Garmin-Transitions: Christian Vande Velde, David Millar, Tyler Farrar, Julian Dean, Tom Danielson, Tom Peterson, Michel Kreder, Matt Wilson e David Zabriskie

Katusha: Joaquim Rodriguez, Vladimir Karpets, Filippo Pozzato, Giampaolo Caruso, Denis Galimzyanov, Vladimir Gusev, Joan Horrach, Mikhail Ignatyev e Alexander Kolobnev

Lampre-Farnese Vini: Grega Bole, Angelo Furlan, Danilo Hondo, Andrey Kashechkin, Marco Marzano, Manuele Mori, Alessandro Petacchi, Daniele Pietropolli e Daniele Righi

Liquigas-Doimo: Vincenzo Nibali, Roman Kreuziger, Daniele Bennati, Jacopo Guarnieri, Mauro Finetto, Maciej Paterski, Ivan Santaromita, Frederik Willems e Oliver Zaugg

Milram: Markus Eichler, Robert Förster, Markus Fothen, Dominik Roels, Johannes Fröhlinger, Björn Schröder, Roy Sentjens, Niki Terpstra e Paul Voss

Omega Pharma-Lotto: Jan Bakelants, Mickaël Delage, Philippe Gilbert, Leif Hoste, Olivier Kaisen, Jean-Christophe Péraud, Greg Van Avermaet, Jurgen Van Goolen e Jelle Vanendert

Quick Step: Carlos Barredo, Dario Cataldo, Kevin De Weert, Nikolas Maes, Davide Malacarne, Branislau Samoilau, Andreas Stauff, Matteo Tosatto e Wouter Weylandt

Rabobank: Denis Menchov, Óscar Freire, Mauricio Ardila, Laurens ten Dam, Juanma Garate, Dmitriy Kozontchuk, Sebastian Langeveld, Grischa Niermann e Nick Nuyens

Saxo Bank: Andy Schleck, Frank Schleck, Fabian Cancellara, Juan José Haedo, Dominic Klemme, Gustav Larsson, Anders Lund, Stuart O’Grady e Kasper Klostegaard

Team HTC-Columbia: Lars Bak, Mark Cavendish, Bernhard Eisel, Mattthew Goss, Hayden Roulston, Kanstatsin Siutsou, Tejay van Garderen, Martin Velits e Peter Velits

Team Sky: Thomas Lovkvist, Juan Antonio Flecha, Simon Gerrans, John-Lee Augustyn, Kjell Carlström, Lars-Petter Nordhaug, Peter Kennaugh, Ian Stannard e Ben Swift

Xacobeo Galicia: Ezequiel Mosquera, David Garcia, Gustavo César Veloso, Serafín Martínez, Gonzalo Rabuñal, Delio Fernández, Marcos García, Gustavo Rodríguez e Vladimir Isaychev

Galeria

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6 Comentários

  1. :D

    Cristian valde vende merecia estar no lote dos favoritos, teve uma queda precorce no tour e deve estar em bom momento nesta vuelta, acho que é um grande favorito para top10 por isso acho ter mais possibilidades que um plaza pois penso que até o mario burghesin merece mais favoritismo

  2. Não se esqueçem de vandevelde mas o artigo está muito bom

  3. Ivo Queirós

    e o luis leon sanchez ? xavier tondo ? igor anton ? vandevelde ? kreuziger ? lovkvist ? acho qe podem ter uma palavra a dizer .
    principalemente o anton , kreuziger ,

  4. Tiago Vaz

    Falta claramente aí o Igor Anton! Penso que no minimo vai estar no top5 no final!

  5. Ivo Queirós

    o anton vai dar show na montanha .
    pena que nao é muito bom no contra relogio.
    mas esta vuelta tem 6 chegadas em alto . ele pode claramente evidenciar-se . estou ansioso por ver a chegada a Bola do Mundo .só falta a chegada aqui ao Angliru , tem rampas com inclinaçoes de 24 %

  6. bruno lopes

    acho que o joaquim rodriguez vai dar espectaculo na montanha, o igor anton vai ser no futuro um ciclista a ter em conta, o sastre não será um favorito face á sua ma forma, o gilbert e só um bom começo, acho que o nibali é favorito juntamente com o rodriguez .

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