Giro 2010 tem 4 contra-relógios, mas pouco terreno para contra-relogistas5 Comentários

Josecarlosgomes
24 Out 2009 16:31

A 93ª edição da Volta a Itália, que vai disputar-se de 8 a 30 de Maio de 2010, inclui quatro contra-relógios, mas, paradoxalmente, poucas oportunidades para os contra-relogistas fazerem a diferença. A prova começa em Amesterdão, Holanda, com um prólogo de 8,3 quilómetros, uma distância demasiado curta para os especialistas brilharem. A quarta tirada é um crono de 32,5 quilómetros, só que colectivo. O terceiro exercício individual da competição chega na 16ª etapa, mas ajusta-se aos trepadores, pois trata-se de uma crono-escalada a Plan de Corones. No último dia, Verona recebe o quarto contra-relógio, apenas 15,3 quilómetros. Tudo somado, os especialistas na luta contra o cronómetro têm por sua conta, risco e talento a primeira e a última etapas, num total de 23,7 quilómetros.

Os trepadores terão um percurso mais ao seu estilo, com a crono-escalada mais três chegadas em alto, além de duas outras jornadas com grandes dificuldades montanhosas. A primeira chegada em altitude acontece na oitava ligação, que termina na escalada a Terminillo, uma dificuldade com 16,1 quilómetros de extensão. A 13ª tirada homenageia o malogrado Marco Pantani, terminando na sua terra natal, Cesenatico. A grande dificuldade deste dia dista 41,6 quilómetros da chegada e encontra-se na subida a Grappa, que tem secções de gravilha.

O mítico monte Zoncolan acolhe o final dos 218 quilómetros da 15ª etapa. Vai ser, por certo, uma jornada épica, com os corredores a terem de enfrentar verdadeiros muros de 18 e de 22 por cento numa escalada para a meta que tem uma inclinação média de 11,9 por cento. Segue-se um dia de descanso e logo depois a crono-escalada de 12,9 quilómetros para Plan de Corones.

Antes do contra-relógio final, os trepadores poderão mostrar-se ainda na 19ª tirada, que passa no Mortirolo, a 32,6 mil metros da chegada a Aprica, assim como na 20ª, com meta em montanha, em Ponte di Legno Tonale.

Outra tirada a merecer referência é a sétima. São 215 quilómetros entre Carrara e Montalcino, que incluem 15 quilómetros em troços de gravilha por onde costuma passar a clássica Monte Paschi Eroica.

Etapa a etapa
1ª etapa – Amsterdão – Amsterdão (CRI) 8,4 km
2ª etapa – Amsterdão – Utrecht 209 km
3ª etapa – Amsterdão – Middelburg 209 km
descanso
4ª etapa – Savigliano – Cuneo (CRE) 32,5 km
5ª etapa – Novara – Novi Ligure 168 km
6ª etapa – Fidenza – Carrara – 166 km
7ª etapa – Carrara – Montalcino 215 km
8ª etapa – Chianciano Terme – Terminillo 189 km
9ª etapa – Frosinone – Cava dei Tirreni 188 km
10ª etapa – Avelino – Bitonto 220 km
11ª etapa – Lucera – L’Aquila 256 km
12ª etapa – Città Sant’Angelo – Porto Recanati 191 km
13ª etapa – Porto Recanati – Cesenatico 222 km
14ª etapa – Ferrara – Asolo 201 km
15ª etapa – Mestre – Monte Zoncolan 218 km
descanso
16ª etapa – S. Vigilio Marebbe – Plan de Corones (CRI) 12,9 km
17ª etapa – Brunico – Pejo Terme 173 km
18ª etapa – Levico Terme – Brescia 151 km
19ª etapa – Brescia – Aprica 195 km
20ª etapa – Bormio – Ponte di Legno Tonale 178 km
21ª etapa – Verona – Verona (CRI) 15,3 km
total km 3.418,1


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5 Comentários

  1. RESUMINDO A VOLTA E EXTREMAMENTE DURA COMO SEMPRE O GIRO EM TERMOS DE PERCURSO NOS ULTIMOS ANOS TEM SIDO MAIS DURA QUE O TOUR!SO QUE EM TERMOS DE PREMIOS E PRESTIGIO NAO O E REALMENTE! MAS CERTAMENTE SERA UMA VOLTA MUITO BEM DISPUTADA!

  2. David sf

    Primeiras duas semanas com poucos motivos de interesse. As diferenças que se registarem nessa fase serão as do contra relógio por equipas e pouco mais. Depois, como é hábito nos Giros que terminam nos Dolomites, a última semana é muito decisiva. A escassez de contra relógios individuais só favorece os italianos, já são dois anos com vitória estrangeira, desta vez tem de ser um ciclista da casa, talvez Basso ou Pellizotti.
    A Vuelta deste ano começou na Holanda. O Giro e o Tour do ano que vem também. Na Vuelta e no Giro tal não faz sentido. Obriga a uma viagem desgastante, gasta um dia de descanso na terceira etapa quando tal não é necessário. Se querem começar no estrangeiro não há nada mais perto?

  3. kiku

    é um percurso muito interessante. Mas acho muito mau a pouca kilometragem em CR individual. Prologo 8.5 km e ultimo CR 15 km sao as unicas oportunidades para ciclistas com qualidades de roladores para poderem reduzir a diferença com os trepadores, tirando a crono escalada que nao lhes favorece. Penso que uma grande volta deveria sempre favorecer sempre um corredor completo e nao so os trepadores como é neste caso. tambem no tour havia sempre a tradiçao de haver 2 grandes CR de 50kms nos tempos do Indurain, Ullrich e Armstrong. Nessas alturas quem vencia era sempre um corredor completo forte na montanha e no esforço solitário, os chamados trepadores tinham de aproveitar os terrenos montanhosos para poderem reduzir as diferenças. Indurain construia as suas vitorias atraves do CR e resistia aos seus adversarios na montanha. tudo isto para dizer que lamento a falta de CR individuais nas grandes voltas

  4. A.C.

    kiku, sou de opinião contrária. Contra-relógio não favorece o espectáculo ao contrário das montanhas. Ainda bem que há menos km de CRI!!!

  5. Ricardo Gonçalves

    A.C., permite-me discordar. Uma volta só com montanha , vamos ver os trepadores a olhar uns para os outros até faltarem 2/3km para e meta, enquanto se houver CR maiores têm de dar à perninha logo de inicio para fazerem a diferença para os outros. Quanto ao percurso favorece claramente os trepadores… mas também é onde os italianos se safam.

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