A 93ª edição da Volta a Itália, que vai disputar-se de 8 a 30 de Maio de 2010, inclui quatro contra-relógios, mas, paradoxalmente, poucas oportunidades para os contra-relogistas fazerem a diferença. A prova começa em Amesterdão, Holanda, com um prólogo de 8,3 quilómetros, uma distância demasiado curta para os especialistas brilharem. A quarta tirada é um crono de 32,5 quilómetros, só que colectivo. O terceiro exercício individual da competição chega na 16ª etapa, mas ajusta-se aos trepadores, pois trata-se de uma crono-escalada a Plan de Corones. No último dia, Verona recebe o quarto contra-relógio, apenas 15,3 quilómetros. Tudo somado, os especialistas na luta contra o cronómetro têm por sua conta, risco e talento a primeira e a última etapas, num total de 23,7 quilómetros.
Os trepadores terão um percurso mais ao seu estilo, com a crono-escalada mais três chegadas em alto, além de duas outras jornadas com grandes dificuldades montanhosas. A primeira chegada em altitude acontece na oitava ligação, que termina na escalada a Terminillo, uma dificuldade com 16,1 quilómetros de extensão. A 13ª tirada homenageia o malogrado Marco Pantani, terminando na sua terra natal, Cesenatico. A grande dificuldade deste dia dista 41,6 quilómetros da chegada e encontra-se na subida a Grappa, que tem secções de gravilha.
O mítico monte Zoncolan acolhe o final dos 218 quilómetros da 15ª etapa. Vai ser, por certo, uma jornada épica, com os corredores a terem de enfrentar verdadeiros muros de 18 e de 22 por cento numa escalada para a meta que tem uma inclinação média de 11,9 por cento. Segue-se um dia de descanso e logo depois a crono-escalada de 12,9 quilómetros para Plan de Corones.
Antes do contra-relógio final, os trepadores poderão mostrar-se ainda na 19ª tirada, que passa no Mortirolo, a 32,6 mil metros da chegada a Aprica, assim como na 20ª, com meta em montanha, em Ponte di Legno Tonale.
Outra tirada a merecer referência é a sétima. São 215 quilómetros entre Carrara e Montalcino, que incluem 15 quilómetros em troços de gravilha por onde costuma passar a clássica Monte Paschi Eroica.
Etapa a etapa
1ª etapa – Amsterdão – Amsterdão (CRI) 8,4 km
2ª etapa – Amsterdão – Utrecht 209 km
3ª etapa – Amsterdão – Middelburg 209 km
descanso
4ª etapa – Savigliano – Cuneo (CRE) 32,5 km
5ª etapa – Novara – Novi Ligure 168 km
6ª etapa – Fidenza – Carrara – 166 km
7ª etapa – Carrara – Montalcino 215 km
8ª etapa – Chianciano Terme – Terminillo 189 km
9ª etapa – Frosinone – Cava dei Tirreni 188 km
10ª etapa – Avelino – Bitonto 220 km
11ª etapa – Lucera – L’Aquila 256 km
12ª etapa – Città Sant’Angelo – Porto Recanati 191 km
13ª etapa – Porto Recanati – Cesenatico 222 km
14ª etapa – Ferrara – Asolo 201 km
15ª etapa – Mestre – Monte Zoncolan 218 km
descanso
16ª etapa – S. Vigilio Marebbe – Plan de Corones (CRI) 12,9 km
17ª etapa – Brunico – Pejo Terme 173 km
18ª etapa – Levico Terme – Brescia 151 km
19ª etapa – Brescia – Aprica 195 km
20ª etapa – Bormio – Ponte di Legno Tonale 178 km
21ª etapa – Verona – Verona (CRI) 15,3 km
total km 3.418,1

RESUMINDO A VOLTA E EXTREMAMENTE DURA COMO SEMPRE O GIRO EM TERMOS DE PERCURSO NOS ULTIMOS ANOS TEM SIDO MAIS DURA QUE O TOUR!SO QUE EM TERMOS DE PREMIOS E PRESTIGIO NAO O E REALMENTE! MAS CERTAMENTE SERA UMA VOLTA MUITO BEM DISPUTADA!
Primeiras duas semanas com poucos motivos de interesse. As diferenças que se registarem nessa fase serão as do contra relógio por equipas e pouco mais. Depois, como é hábito nos Giros que terminam nos Dolomites, a última semana é muito decisiva. A escassez de contra relógios individuais só favorece os italianos, já são dois anos com vitória estrangeira, desta vez tem de ser um ciclista da casa, talvez Basso ou Pellizotti.
A Vuelta deste ano começou na Holanda. O Giro e o Tour do ano que vem também. Na Vuelta e no Giro tal não faz sentido. Obriga a uma viagem desgastante, gasta um dia de descanso na terceira etapa quando tal não é necessário. Se querem começar no estrangeiro não há nada mais perto?
é um percurso muito interessante. Mas acho muito mau a pouca kilometragem em CR individual. Prologo 8.5 km e ultimo CR 15 km sao as unicas oportunidades para ciclistas com qualidades de roladores para poderem reduzir a diferença com os trepadores, tirando a crono escalada que nao lhes favorece. Penso que uma grande volta deveria sempre favorecer sempre um corredor completo e nao so os trepadores como é neste caso. tambem no tour havia sempre a tradiçao de haver 2 grandes CR de 50kms nos tempos do Indurain, Ullrich e Armstrong. Nessas alturas quem vencia era sempre um corredor completo forte na montanha e no esforço solitário, os chamados trepadores tinham de aproveitar os terrenos montanhosos para poderem reduzir as diferenças. Indurain construia as suas vitorias atraves do CR e resistia aos seus adversarios na montanha. tudo isto para dizer que lamento a falta de CR individuais nas grandes voltas
kiku, sou de opinião contrária. Contra-relógio não favorece o espectáculo ao contrário das montanhas. Ainda bem que há menos km de CRI!!!
A.C., permite-me discordar. Uma volta só com montanha , vamos ver os trepadores a olhar uns para os outros até faltarem 2/3km para e meta, enquanto se houver CR maiores têm de dar à perninha logo de inicio para fazerem a diferença para os outros. Quanto ao percurso favorece claramente os trepadores… mas também é onde os italianos se safam.