Novas melhorias serão introduzidas no passaporte biológico e os ciclistas estarão mais expostos caso recorram a métodos e substâncias dopantes, de acordo com a nova responsável anti-dopagem da União Ciclista Internacional, Francesca Rossi.
Numa entrevista à Associated Press, a italiana oriunda do atletismo considera que todo o “processo está a melhorar” e a gestão da informação aquando de um caso positivo será comunicada com maior rapidez. A “expert” italiana falou à imprensa dias após a comunicação de três ciclistas com práticas suspeitas de dopagem identificados pelo “passaporte”.
Rossi trabalhou previamente num laboratório credenciado pela AMA em Roma, onde se tornou directora-adjunta, e supervisionou os testes anti-dopagem aplicados no Jogos Olímpicos de Inverno de Turim em 2006. A responsável que substituiu a australiana Anne Gripper no cargo ajudou a desenvolver os chamados “perfis esteróides”, instrumento no qual se baseia, em parte, a aplicação do passaporte biológico. A italiana fará parte ainda de um painel de especialistas que, este ano, irá aconselhar federações desportivas e laboratórios como colher transportar e analisar as amostras de urina tendo por objectivo alterações no perfil esteróide, contrariando a norma em vigor em que os laboratórios procuram e testam apenas substâncias específicas.
De acordo com Rossi outro problema identificado pela UCI diz respeito às “microdoses”. A técnica consiste administrar produtos dopantes em quantidades pequenas, mas de forma regular – como EPO – , de modo a que as flutuações de um perfil sanguíneo sejam camufladas.
“Temos que direccionar os testes o mais possível para a microdose”, disse Rossi. “É como um jogo de xadrez. Temos que ter em conta o próximo passo de um possível prevaricador e tomar as nossas decisões com isso em mente “.
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Acho bem persicamos de um desporto limpo e sem casos daqui para frente
“sem casos” xD, em que século vives silva?