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Camisola com História - Team Gerolsteiner

Camisola com História – Team Gerolsteiner

20 Nov 2008 11:44am

A época de 2008 foi a décima que contou com a equipa Gerolsteiner nas estradas. Com uma década de presença no pelotão internacional, o grupo desportivo patrocinado por uma marca de águas ficou tristemente célebre com os positivos de Stefan Schumacher e Bernhard Kohl na última Volta a França. Os germânicos já haviam anunciado a saída do ciclismo, concluído que estava um ciclo de dez anos de investimento na modalidade, mas os casos de doping fizeram com que a marca saia das duas rodas com uma imagem que ninguém gosta de ter colada a si. O aparecimento da Gerolsteiner no ciclismo deu-se em 1999, já sob a batuta do director-desportivo Hans-Michael Holczer. A porta de entrada foi a então segunda divisão do ciclismo (GS2) e o equipamento ainda estava longe do azul-celeste que se transformou em imagem de marca. As cores predominantes eram vermelho, cinza, verde e branco. Do primeiro plantel da equipa germânica faziam parte ciclistas como Michel Rich, Uwe Peschel e René Haselbacher. O crescimento do grupo desportivo foi paulatino, tendo passado à GS1, divisão superior da modalidade, em 2002, ano em que passou a incorporar nas suas fileiras Davide Rebellin, aquele que foi, provavelmente, o mais carismático ciclista que passou pelos plantéis dirigidos por Hans-Michael Holczer. A Gerolsteiner subiu depois ao escalão ProTour, desde a fundação deste. Já durante o ano de 2008 a empresa das águas revelou a sua retirada do ciclismo, ainda antes dos escândalos que deram uma visibilidade extraordinária, mas certamente indesejada ao patrocinador.

Imagem: http://www.memoire-du-cyclisme.net/

Camisola com História - Licor 43

Camisola com História – Licor 43

31 Out 2008 6:55pm

A equipa espanhola Licor 43 esteve no pelotão velocipédico entre 1958 e 1964. Logo no ano de estreia ficou célebre em Portugal, por trágicos motivos: dois dos seus corredores, Joaquim Polo e Raul Motos morreram durante a primeira etapa da Volta a Portugal, que ligava Lisboa a Alpiarça. A causa oficial dos óbitos foi insolação, mas já na altura havia suspeitas de uso e abuso de substâncias proibidas, pelo que ficou a suspeita. Nos anos seguintes, o colectivo patrocinado por uma bebida que ainda hoje existe no mercado, regressou a terras lusas, tendo vencido por equipas a Volta de 1960, cujo vencedor individual foi Sousa Cardoso (FC Porto). Nesse ano, a Licor 43 colocou três homens nos dez primeiros da principal corrida portuguesa, além de ter ganho duas etapas. Outros sucessos foram obtidos pelos homens do Licor 43, como o triunfo no campeonato de Espanha de 1959 por intermédio de Antonio Suarez Vazquez, vencedor da Vuelta do mesmo ano.

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Camisola com História - Polti

Camisola com História – Polti

31 Out 2008 6:46pm

O ciclismo italiano sempre deu ao Mundo grandes ciclistas e boas equipas. A Polti, que esteve no pelotão profissional entre 1994 e 2000, foi um dos casos de sucesso. Durante as sete temporadas em que competiu, este bloco dirigido por Vittorio Algeri, que chegou a ter na equipa técnica o actual director da Barloworld Claudio Corti, alcançou muitos triunfos e contou nas suas fileiras com corredores de grande prestígio, alguns ainda a dar as primeiras pedaladas, é certo. Ivan Gotti deu à equipa o Giro de 1999, o maior feito da curta história deste colectivo. Entre outros, Gotti teve a seu lado no plantel desse ano o francês Richard Virenque, que tentava relançar a carreira após o escândalo Festina do ano anterior. Outros ciclistas que envergaram a camisola da Polti foram o uzbeque Djamolidine Abdoujaparov (1994), David Rebellin (1996), Jorg Jaksche e Axel Merckx (1997). O colectivo que esteve na origem da criação da Polti, em 1994, foi a Gattorade, que brilhou a grande altura, tendo como chefe-de-fila Gianni Bugno.

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Camisola com História - Amore & Vita

Camisola com História – Amore & Vita

31 Out 2008 6:37pm

O ciclismo é, há muito, um veículo escolhido para publicitar marcas comerciais. Atendendo à transversalidade de públicos da modalidade e à sua popularidade, podemos mesmo dizer que é uma das melhores formas de dar a conhecer produtos de grande consumo. Isto não é qualquer novidade. Mas foi pegando nestes princípios que o Vaticano resolveu patrocinar uma equipa profissional de ciclismo, de modo a espalhar os seus ideais pelo Mundo. Foi assim que nasceu, em 1990, a Amore & Vita-Fanini. Os seus corredores, quais cruzados dos tempos modernos, tinham a missão de praticar na estrada os valores da paz e da concórdia. Mas, tal como as religiões que tanto apregoam a paz estão na base de muitas guerras, também os corredores da Amore & Vita não eram propriamente santos. Nem sequer iremos especular sobre os seus desempenhos, num país e numa época em que a EPO era rainha e senhora. Mas não resistimos a recordar os espectáculos de “engate” em directo que eram dados por Alessio di Basco – que correu pela Amore & Vita de 93 a 95 – nos pódios da Volta a Portugal. Outro corredor que brilhou em Portugal com as cores algo pias mas pouco santas da Amore & Vita foi o trepador Michele Laddomada, vencedor de algumas etapas de montanha no nosso país, antes de transferir-se para a LA-Pecol. As equipas que veiculam produtos têm nomes compostos com as designações das marcas. A Amore & Vita não escapou a essa regra, mas com algumas nuances… cristãs. Em 1999 e 2000 chamou-se Amore & Vita-Giubileo 2000-Beretta. Uma curiosa mistura, já que a Beretta é uma empresa de carnes… prazer nem sempre tolerado pelo patrocinador principal. Em 2008, sediado na Polónia, o colectivo designa-se Amore & Vita-McDonald’s, o que já é uma evolução, tendo em conta que a cadeia americana tem no cardápio saladas e menus de peixe.

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Camisola com História - Orima-Cantanhede

Camisola com História – Orima-Cantanhede

31 Out 2008 6:26pm

O recordista de vitórias na Volta a Portugal, Marco Chagas, deu por terminada a sua carreira em 1990. Depois de ter representado colectivos com o prestígio do FC Porto ou do Sporting, colocou um ponto final na sua vida de ciclista ao serviço de um colectivo mais modesto, mas de uma região onde a modalidade está fortemente enraizada e onde, ainda hoje, a bicicleta é muito utilizada como meio de transporte quotidiano. Foi com as cores azul e amarelo do Orima-Cantanhede que Marco Chagas se despediu das estradas. A equipa era dirigida por Vítor Oliveira e Marco Chagas tinha, entre outros, como companheiro de equipa Jacinto Paulinho, pai do vice-campeão olímpico Sérgio Paulinho. Marco Chagas soube deixar o ciclismo na altura certa, quando ainda se mantinha muito competitivo. Prova disso é o quinto lugar final alcançado na Volta a Portugal desse ano, ganha de forma emocionante, no último dia, por Fernando Carvalho, que aproveitou um contra-relógio com final no estádio da Maia para roubar a camisola amarela a Joaquim Gomes. A equipa publicitando os electrodomésticos Orima esteve nas estradas entre 1988 e 1991, tendo Cantanhede regressado anos mais tarde ao pelotão principal sob a designação de Cantanhede-Marquês de Marialva. Nas camadas jovens, o clube ainda hoje continua a dar cartas.

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