Campeão do Mundo em Mendrisio, Cadel Evans festejou a maior vitória da sua carreira no cair do pano de uma época marcada por polémica e críticas perante a sua falta de rendimento, mesmo após o terceiro lugar na Volta a Espanha.
“Tive muitos problemas durante a temporada”, admitiu primeiramente Evans, pioneiro australiano na conquista do ouro na prova de fundo de um Mundial de Elite. “Mas hoje tive sorte”.
P: Qual o significado do seu gesto depois de cruzar a linha?
R: “Beijei a minha aliança. É uma sensação incrível ganhar aqui. Estou praticamente em casa pois moro a três quilómetros da chegada. Depois de tantas corridas, em que não consegui ganhar, finalmente festejei”
P: Para muitos, o seu sucesso é a vitória do ciclismo limpo …
R: “Não me compete comentar sobre essas coisas. Esta vitória apenas mostra que eu ainda estou cá. Fui muito criticado no passado, disseram-me que nunca venceria. … Mas hoje ganhei! ”
P: A sua Volta a França foi uma decepção. Como superou o seu fraco rendimento?
R: “Já pensava neste campeonato do mundo há dois anos. O Tour não correu como esperava, é verdade. Mas agora parto para uma nova fase da minha carreira.”
P: Qual o adversário que mais temia? Cancellara não lhe parecia muito forte?
R: “Depois de ver o que fez nos Jogos Olímpicos (Pequim), tinha certeza que estaria bem. Durante a corrida, pude observar os pontos fortes e as suas fragilidades. Isto deu-me uma vantagem. Mas Cancellara é ímpar, quando está motivado, pode fazer coisas incríveis. ”
P: Depois de tantos segundos lugares nunca ficou desencorajado por não conseguir vencer?
R: “É desmoralizante terminar sempre em segundo. Diante do vencedor, o segundo é o lugar que mais custa. Mas sempre olhei emfrente e não me deixei abater”
Fonte: AFP
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