Danilo di Luca desconfia de uma cabala

O italiano Danilo di Luca, suspenso preventivamente e já despedido pela LPR na sequência de dois controlos positivos por CERA (EPO de efeito prolongado) no último Giro, reafirma-se inocente e declara desconfiar estar a ser vítima de uma urdidura. “Não descarto a hipótese de tudo se tratar de uma montagem, mas antes de o dizer devo reunir provas”, admitiu o corredor depois de ser ouvido pela procuradoria antidopagem do Comité Olímpico Italiano.

“Eu e os meus advogados temos dúvidas sobre os métodos utilizados nos controlos”, revelou di Luca como justificação para ter mudado de ideias em relação à promessa que fizera: abandonar o ciclismo caso a contra-análise confirmasse o positivo do primeiro teste.

Danilo di Luca foi um dos grandes animadores da Volta a Itália do centenário, sendo o segundo classificado, atrás do vencedor, o russo Denis Menchov (Rabobank). O duplo positivo por CERA tirará o vice-título ao transalpino e deverá significar o final de carreira.

10 comentários a “Danilo di Luca desconfia de uma cabala”

  1. Tanto Basso,como Cabreira nunca acusaram controlos positivos.Basso viu o seu nome envolvido na operação Puerto,mas nunca teve um controlo positivo por Epo ou Cera.Cumpriu a sua pena por “meras” suspeitas de dopagem.Cabreira,foi suspenso por “viciação do controlo anti-doping”.Não estou aqui para atacar ou defender ninguem,mas o que é certo é que já Rasmussen foi suspenso por 2 anos por não ter dado a correcta localização dos seus locais de treino…Cabala ou não,no mundo em que vivemos a “Teoria da Conspiração” está sempre presente,eu sou como S.Tomé,ver pra crer…nunca vi não posso defender ou acusar…

  2. Desconhecia esse facto.
    Nunca fui muito de cabala. Eu cá gosto mais de salmão.

  3. Devia era seguir o exemplo de Basso , assumir que errou e pagar pelo erro teria mais valor, do que estar agora a lançar historias de cabalas, só se enterra ainda mais

  4. Devia era ser homem e assumir os seus actos.
    Ele no giro dava-se ao luxo de atacar todos os dias, discutir etapas, e nas subidas atacar continuamente , só não vê que o que ele era capaz não era normal, é porque não percebe de ciclismo.
    Podia acabar a carreira de uma forma como campeão e assim acaba como vigarista, com todos os resultados do passado sobre uma nuvem de suspeita.
    Como diz o ditado “quem tudo quer tudo perde”

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