Bis de Cavendish no dia em que Armstrong se distancia da concorrência

O britânico Mark Cavendish (Team Columbia-HTC) venceu hoje a terceira etapa da Volta a França, mas a figura do dia acabou por ser Lance Armstrong (Astana), único dos favoritos que conseguiu ficar na frente da corrida quando o pelotão se partiu numa “bordure”, a 30 quilómetros do final. Os outros candidatos ao triunfo final, incluindo Alberto Contador (Astana), perderam 41 segundos para o grupo da dianteira. O suíço Fabian Cancellara (Saxo Bank) também esteve atento e reforçou o comando, tendo agora uma vantagem de 33 segundos sobre o segundo, Tony Martin (Team Columbia-HTC).

A ligação de 196,5 quilómetros, entre Marselha e La Grande-Motte, começou pachorrenta e a baixa velocidade, com uma fuga logo de início de quatro corredores: Samuel Dumoulin (Cofidis), Maxime Bouet (Agritubel), Kevin de Kort (Skil-Shimano) e Rubén Perez (Euskaltel-Euskadi). O pelotão ia cumprindo os serviços mínimos, controlando à distância uma escapada que chegou a ter uma vantagem superior a 10 minutos. Sabia-se que as últimas dezenas de quilómetros ficavam marcadas pela exposição da estrada ao vento, pelo que os favoritos deviam colocar-se devidamente para evitar surpresas.

Apesar de todos estarem avisados para os perigos dos “abanicos”, poucos responderam com eficácia uma um ataque da Team Columbia-HTC. Entre aqueles que não ficaram a “dormir na forma” esteve Lance Armstrong, acompanhado por dois colegas de equipa: Yaroslav Popovych e Haimar Zubeldia. Duante cerca de 15 quilómetros, o grupo da frente foi rebocado unicamente por elementos da Team Columbia-HTC e da Milram. Atrás, a perseguição estava por conta da Silence-Lotto, da Saxo-Bank e da Liquigas. Parecia que a Astana iria manter a ambiguidade com que começou o Tour. Nem puxava na frente a favor de Armstrong nem procurava levar Contador – e com ele todos os adversários – até junto da cabeça de corrida.

A 15 quilómetros da chegada tudo mudou. Os colegas de Armstrong na dianteira começaram a colaborar com a Columbia e a diferença iniciou um percurso ascendente. A vantagem que rondava os 20 a 25 segundos, foi crescendo para os 41 segundos verificados na meta. Na discussão da vitória na tirada, Mark Cavendish ganhou, sem surpresas. O natural da Ilha de Mann foi o primeiro a arrancar e não deixou que o norueguês Thor Hushovd (Cervélo Test Team), que seguia na sua roda, tivesse oportunidade de saltar para a frente.

Os dois portugueses em prova, Sérgio Paulinho (Astana) e Rui Costa (Caisse D’Epargne), concluíram a jornada no pelotão principal, a 41 segundos do vencedor. Na geral, Paulinho é o 36º, a 1m56s de Cancellara. Rui Costa é o 67º, a 2m17s.

Amanhã corre-se uma das etapas previsivelmente decisivas da Volta a França deste ano, o contra-relógio colectivo de 39 quilómetros, em redor de Montpellier.

CLASSIFICAÇÕES
Marseille – La Grande-Motte, 196.5 km

1º Mark Cavendish (Columbia-HTC), 5h01m24s
2º Thor Hushovd (Cérvelo), mt
3º Cyril Lemoine (Skil-Shimano), mt
4º Samuel Dumoulin (Cofidis), mt
5º Jérome Pineau (Quick-Step), mt
6º Fabian Cancellara (Saxo Bank), mt
7º Fabian Wegmann (Milram), mt
8º Fumiyuki Beppu (Skil-Shimano), mt
9º Maxime Bouet (Agritubel), mt
10º Linus Gerdemann (Team Milram), mt
11º Yaroslav Popovych (Astana), mt
12º Thierry Hupond (Skil-Shimano), mt
13º Ruben Perez (Euskaltel), mt
14º Stephane Auge (Cofidis), mt
15º Tony Martins (Columbia-HTC), mt
32º Cadel Evans (Silence-Lotto), a 41s
49º Alberto Contador (Astana), mt
67º Rui Costa (C.Epargne),mt
144º Sérgio Paulinho (Astana), mt

Geral individual
1º Fabian Cancellara (Saxo Bank), 9h50m58s
2º Tony Martin (Columbia), a 33s
3º Lance Armstrong (Astana), a 40s
4º Alberto Contador (Astana), a 59s
5º Bradley Wiggins (Garmin), a 1m00s
6º Andreas Klöden (Astana), a 1m03s
7º Linus Gerdemann (Team Milram), mt
8º Cadel Evans (Silence-Lotto), a 1m04s
9º Maxime Monfort (Columbia-HTC), a 1m10s
10º Levi Leipheimer (Astana), a 1m11s
11º Michael Rogers (Columbia-HTC), a 1m13s
12º Roman Kreuziger (Liquigas), mt
13º George Hincapie (Columbia-HTC), a 1m17s
14º Vicenzo Nibali (Liquigas), a 1m18s
15º Gustav Larsson (Saxo Bank), a 1m22s
36º Sérgio Paulinho (Astana), a 1m56s
67º Rui Costa (C.Epargne),a 2m17s

7 comentários a “Bis de Cavendish no dia em que Armstrong se distancia da concorrência”

  1. Nao e facil parar o Mark Cavendish ele tem uma equipa que faz tudo por ele…

  2. La está o sr rui a dar a entender que uns andam dopados e os outros não.
    Você n ganha msm vergonha.
    N sei pk é que a entidade que gere este site continua aceitar este tipo de comentarios que em nada beneficiam o ciclismo.
    Vá comentar apresentação do seu amigo cr9.
    Cavendish é simplesmente o mais forte. Cm em tudo na vida alguem tem que ser melhor senao teriamos 10 ciclistas a chegar a par.
    Isto sim é espectaculo.

  3. Distancia como quem diz! Apenas compensou o que perdeu na primeira etapa.
    E nada demais, já que será sol de pouca dura.

  4. sera que lance esta na ´moita`e resultara em uma grande volta
    assim como os velhos tempos , fico surpreso ,e vejo sendo este tour
    um espetaculo no qual o final se aplaude de Pe…

  5. O Cavendish está inbativel mas os outros sprinters tambem estão muito a baixo , principalmente os italianos ( porque será ? )
    Na Astana há tres liders : Contador , Armstrong, e levi-leipheimer

  6. O Cavendish está sobrando em relação aos outros Sprinters.
    E os gregários da Astana trabalhando para o Lance ajudaram a esquentar o TOUR, já que o Lance nem era/é o capitão do time.

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