Gilbert ganha etapa, Denis Menchov tem a Rosa mais viva [vídeo]

O belga Philippe Gilbert (Silence-Lotto) venceu hoje a 20ª e penúltima etapa da Volta a Itália, uma ligação de 203 quilómetros entre Nápoles e Anagni. O russo Denis Menchov (Rabobank) tornou mas vivo o rosa da sua liderança, através de uma demonstração de força que lhe rendeu um aumento de dois segundos da vantagem  sobre Danilo di Luca (LPR Brakes-Farnese Vini), graças ao sprint numa meta intermédia bonificada. Na meta, um ataque surpresa de Gilbert impediu que os pretendentes à camisola rosa final pudessem lutar pela etapa e pelas bonificações.

Ao fim de três semanas de corrida a etapa de hoje provou que as forças já não são muitas, sobrando mais querer do que poder. O exemplo acabdo é o segundo classificado da geral, Danilo di Luca. O italiano teve a equipa a trabalhar para ele, anulando a fuga a tempo da meta bonificada, colocada ao quilómetro 157 da etapa. No entanto, quando todos esperavam que di Luca disparasse para um sprint que lhe poderia render alguns segundos de bonificação foi o principal adversário, Denis Menchov, a tomar a dianteira e a conquistar dois segundos mais de vantagem sobre di Luca. E se não fosse Alessandro Petacchi (LPR Brakes-Farnese Vini) a ganhar este sprint o russo ainda teria mais motivos para sorrir.

Nos quilómetros que faltavam para o final, os escudeiros de di Luca continuaram a esforçar-se em prol do líder. Isso ficou visível no trabalho para anular a fuga que se formara aquando da primeira passagem na subida para a meta. O labor da LPR teve um custo pesado. Quando a escapada foi “engolida” pelo pelotão, a cerca de 2 quilómetros para o final, já não havia quem tivesse capacidade física para responder a qualquer ofensiva que viesse a suceder. Lendo a corrida com inteligência, Philippe Gilbert aproveitou a oportunidade para sair do pelotão. Thomas Voeckler (Bbox Bouygues Telecom) e Yaroslav Popovych (Astana) tentaram responder. O francês ainda resistiu e logrou a segunda posição. Stefano Garzelli (Acqua & Sapone-Caffe Mokambo) fechou o pódio e levou as últimas bonificações.

A edição do centenário do Giro está a 14,4 quilómetros do final. As últimas pedaladas serão dadas amanhã em Roma, num contra-relógio individual. Teoricamente, Denis Menchov é mais forte do que os adversários directos nos exercícios individuais e parte com a vantagem de ter a referência dos tempos dos rivais. No entanto, com tantos quilómetros nas pernas e num “crono” tão curto as reservas podem ser mais importantes do que a aptidão natural de cada um para este tipo de provas. Só que também neste aspecto o russo parece levar a melhor.