Itália derrubou o habitual domínio holandês

 

No final de um Mundial impensável, Marianne Vos chorava, mais atrás, a jovem italiana Elisa Balsamo também chorava, mas de alegria. A força das holandesas ruiu como um baralho de cartas, depois de uma corrida mal planeada do ponto de vista tático:

Quando a Garcia foi embora, todas se entreolharam e comecei a passar na frente para poder voltar para casa com uma camisola holandesa de arco-íris. Esse não era o meu trabalho, mas assumi. Por que é que tudo deu errado novamente após os Jogos? Tenho pena da Marianne, poderia e deveria ter sido melhor! ” – quem assim falou foi Van Vleuten, lamentando-se da falta de entreajuda da sua equipa.

 

O rigor italiano ficou , mais uma vez vincado, na prova de hoje, dado o acerto de toda a equipa, no momento decisivo lá estavam as italianas num jogo de equipa organizado, e com as holandesas dispersas, lutando sem um objetivo. Assistiu-se, também, a uma passagem de poder , ou seja, o habitual domínio das holandesas já não é o que era, as suas melhores ciclistas são já muito entradas na idade , e não possuem valores para a sua substituição. A Itália aos poucos via voltando aos velhos tempos, e já soma três medalhas de ouro.

Marianne Vos tem que se contentar com a prata, enquanto Elisa Balsamo brilha com a camisa arco-íris.

Do lado de Portugal,  Daniela Campos cortou a meta na 103.ª posição, a 13m21s da italiana Elisa Balsamo enquanto maria Martins desistiu.