Trocas e baldrocas

“São trocas baldrocas, altas engenhocas que eles sabem inventar”. O fundo da canção era outro, mas, pelos tempos que correm parece também poder aplicar-se ao ciclismo.

O mercado de fim de época agitou-se. Não que não seja costume, porém, este ano, parece uma agitação esquisita. Trocas de patrocinadores entre equipas, anúncios, com pompa e circunstância de novos patrocinadores, numa dança de cadeiras pouco habitual.
E, por enquanto, que esperar disto tudo. Em princípio, a manutenção da solidez de alguns projetos. Em princípio, o esvaziar de outros de menores recursos financeiros. Portanto, até agora, em princípio, fica tudo na mesma.

Há uns tempos devo confessar que esperei uma pedrada no charco à conta do anúncio de uma nova equipa apresentada com uma filosofia rejuvenescida e que poderia ser útil ao ciclismo português. Hoje, não estou assim tão confiante. Espero, sinceramente, vir a morder a língua, mas o que me tem sido dado a ver até ao momento, será mais do mesmo, com a ressalva de um orçamento melhor que se espera refletido nos ciclistas.

Fora isso, ainda não vi nada de novo. O patrocinador já cá andava, os ciclistas (mais coisa, menos coisa) já por cá andavam e continuam a ser dez, as bicicletas já por cá andavam, os capacetes já por cá andavam, os equipamentos já por cá andavam, os bidons já por cá andavam e esperamos para ver o que mais por cá andava. Portanto, novidades, novidades, ainda não vi nenhuma. Mas, espero por elas.
Luís Gonçalves

One thought on “Trocas e baldrocas”

  1. A novidade pode ser a inflação dos ordenados dos ciclistas, que com mais procura pode ser que tenham sorte…
    Se virmos que isso é o mais importante, parece-me uma grande novidade

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