Pogacar, Vingegaard , Van Aert e Cavendish os nomes do Tour 2021

Já tínhamos publicado em artigo anterior, o ecletismo de Van der Aert, não vamos repetir, mas hoje, o belga suplantou as criticas mais exigentes. Terá sido, se,m duvida, um dos homens mais fortes deste Tour. Venceu um C/R, venceu a etapa mais montanhosa no Mont Ventoux e, agora, deixou nas covas os sprinters. Esperava-se por Cavendish, Jasper Phlilipsen mas do nada, surgiria Van der Aert, que fez dele um ciclista modelo.

Pogacar já se sabia que tinha o Tour. Falou-se primeiro em suspeitas de poder sobrenatural, nos últimos dias já se fala em outro tipo de doping, uns barulhos estranhos, nos cepos das rodas. O problema do ciclismo é sempre o mesmo. Não do ciclismo, mas daqueles que querem destruir permanentemente o ciclismo, procurando passar mensagens que não existem, pelo menos em termos objetivos. Pogacar ganhou bem. Foi submetido a vários controlos. A sua bicicleta foi inspecionada várias vezes. Ponto final. Foi o vencedor justo, porque foi o mais forte e os outros foram mais fracos.

Uma luta que acabou por ser pouco interessante foi a da camisola verde. Cavendish ganhou, numa prova atípica em termos de sprinters, com falta de alguns nomes sonantes, uns por quedas outros por abandonos prematuros, o Tour ficou um pouco coxo nesta matéria. Cavendish ganhou, mas as imagens dos seus problemas mecânicos à partida de uma etapa, retiraram-lhe alguma dose de popularidade. As figuras públicas não podem reagir assim.

O Tour chegou ao fim, com algum desencanto e com pouco nível competitivo. Para memória futura ficaram os nomes de Pogacar, Cavendish, Vingegaard e Van der Aert.

2 thoughts on “Pogacar, Vingegaard , Van Aert e Cavendish os nomes do Tour 2021”

  1. Armstrong pertenceu a uma geração cujo método de deteção de determinadas substâncias era inconsequente. O doping que existiu na sua geração foi exponenciável, pela inoperância das várias agências mundiais, que colocaram, com a sua inoperacionalidade, a quase obrigatoriedade de dopagem na época. O clima de desconfiança entre atletas e equipas, aliado a uma incapacidade de controlo obrigaram a que grande parte do pelotão dessa época, fosse obrigado a recorrer ao doping, de forma a correrem quase todos em igualdade de circunstancias. Atualmente o processo de deteção de substâncias interditas é eficaz, coloca todos os ciclistas em igualdade de circunstâncias, acabou com o clima de desconfiança, e sem que haja necessidade de recorrer ao doping . Naturalmente que sempre existirão alguns processos que podem ajudar o rendimento físico, mas dentro das normas vigentes . A regra não foge, porém, às exceções, que sabemos existirem em todos os domínios da nossa sociedade. A especulação é que nos parece, neste momento, algo doentia.

  2. O Lance Armstrong venceu o Tour de France por sete vezes seguidas, para além de outras provas, e também foi submetido a vários controlos…
    Todavia, em 2012, alguns anos após encerrar sua carreira desportiva, perdeu todos os títulos obtidos depois de 1998 e foi banido do ciclismo competitivo pela União Ciclística Internacional. Porque razão? Por uso de doping!…
    O problema do ciclismo é que o doping existe, não vale a pena negar.

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