Só dá…Pogacar

Pogacar lidera quase tudo… menos a camisola verde não está nos seus horizontes.

Em dia de busca policial, no Tour, Pogacar dava mais um recital na chegada a Luz d’ Ardiden. acabando com as veleidades de tudo e todos. Será o venecdor final, da juventude e da montanha. Para os outros ficou apenas a classificação por pontos, onde Cavendish tem cerca de 30 pontos de vantagem sobre Michael Matthews.

Poels e Woods rivalizaram em muitas etapas pelo triunfo no Prémio da Montanha. Lutaram até à exaustão, para verem todos os seus esforços irem por água abaixo, por uma classificação deficiente da organização. Ao atribuírem o dobro dos pontos nas duas etapas, que Pogacar ganhou, ou seja 40 pontos em cada uma, praticamente atribuíam a camisola nestas duas etapas. Errado.

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Vingegaard foi a grande revelação deste Tour.

Voltando à etapa de hoje. Foi possível descortinar a notável quebra de Rigoberto Uran, que de candidato a um lugar no pódio, está-se e ver à rasca para conseguir um lugar nos dez primeiros. E a confirmação dos três homens mais fortes deste Tour: Pogacar. Vingegaard, que foi a grande revelação, e Carapaz. O resto lutou apenas por um lugar no top ten, com dias bons e outros maus, como o caso de Enric Mas, pouco consistente, David Gaudu com um final de Tour surpreendente, com a revelação também de O’Connor e Guillaume Martin.

A Ineos continuou com a mesma tática, inoperante e inexplicável.

Foi visível hoje, a continuação da mesma tática, que já não tinha dado resultados em dias anteriores, por parte da Ineos, que vai sair do Tour de mãos a abanar, A equipa britânica, com um orçamento de 50 milhões de euros, não foi capaz de ganhar uma etapa, repetindo erros de procedimento do passado, e foi a grande desilusão, a par da Movistar que também não ganhou uma etapa e ficou distante do seu objetivo principal, o triunfo por equipas.

Este Tour revelou também, diferenças abismais entre equipas de primeira linha. Passaram pelo Tour mas poucos deram por isso as formações da : Wanty, DSM, Israel, Qhubeka praticamente não se viram e outras como a Astana, Lotto, Bike Exchange e Trek-Segafredo pouco contribuíram em termos desportivos , para o aumento do nível competitivo.