Cavendish: até parece fácil

Quem viu e reviu o sprint de hoje ficou com a sensação que é fácil. Na verdade, Marc Cavendish só não foi levado ao colo, porque não dá jeito, quando não… Com uma equipa totalmente direcionada e centrada em si, o atual camisola verde do Tour não teve qualquer dificuldade em vencer. Até Alaphilppe se entusiasmou e foi dar uma perninha no comboio da Deceuninck, comandado por Asgreen e bem terminado por Michael Morkov. A ressurreição de Cavendish também tem sido um pouco facilitada pela ausência em prova de sprinters como Caleb Ewan e Tim Merlier que já desistiram , Pascal Ackermann, Sam Bennett, Dylan Groenewegen e Fabio Jakobsen , mas mesmo assim estão lá outros.

Nem Sagan, nem mesmo van Aert foram capazes de se colocarem, sequer ao lado do britânico. Cavendish vai de vento em popa, e o record de Eddy Marckx está cada vez mais periclitante. A camisola verde também está no caminho de Cavendish. Ele diz que não, mas a sua vantagem já é enorme, em especial para Sagan, que nos parece já não ter hipótese de lá chegar e, se calhar nem de ganhar uma etapa.

Amanhã, Cav sabe que vai ter um dia difícil. Subir duas vezes o Ventoux não é pera doce, e os limites de tempo são para cumprir. A sua luta vai ser contínua.

A etapa de amanhã não vai ser pera doce.

Na frente da corrida nada de novo, o pelotão partiu em dois na parte final da etapa, mas nenhum dos favoritos lá ficou. Pogacar continua a reinar.