Fim de semana aguardado com expetativa

A prova de Abertura, que se disputa dia 10 para os sub-23 e no dia seguinte para as equipas continentais UCI, conforme já aqui referimos, apresenta pela primeira vez alguns contornos diferentes. O mais evidente é o facto de existirem duas provas, separando equipas de clube e profissionais, o que até pode não ser táo útil quanto o que parece ser, e o segundo, um pormenor importante: abrir a participação a dez ciclistas por equipa, dando assim oportunidade a que quase, e dizemos quase, porque mesmo assim, alguns ciclistas ficarão em casa, de todos os ciclistas participarem numa prova pela qual tanto anseiam.

E quando dizemos que o facto de existirem duas provas poderá não ser tão útil quanto isso, tem a ver com o facto de o dinheiro que se vai gastar para fazer duas corridas em vez de uma, poderia ser guardado para uma outra oportunidade, em que os sub-23 não tivessem corrida, e com a mesma verba poderem ser feitas duas corridas para o setor.

Se os os sub-23 fazem um circuito a ser percorrido seis vezes e 129 kms de extensão, já os profissionais farão um percurso de 173 kms, uma quilometragem que talvez não fosse permitida, caso as duas categorias corressem em conjunto.

Temos, pois, um fim de semana diferente, e uma Abertura diferente, para gáudio de todos, permitindo dois vencedores distintos, em provas distintas, facto que raríssimas vezes aconteceu no passado.

Percursos ao pormenor:

2 thoughts on “Fim de semana aguardado com expetativa”

  1. O problema do ser sempre assim é que de facto não há condições financeiras para que isso possa ser executado. Realizar uma prova de um dia tem um custo aproximado de 25 mil euros, e não vemos onde existem apoios para levar por diante provas em separado. Por outro lado, a razão de ser de termos um quadro mais positivo que Espanha, por exemplo, em termos de sub-23, tem muito a ver com o facto destes terem corrido quase sempre com os profissionais., Não ganham em termos competitivos, mas em termos de evolução desportiva é um facto, pois competindo com o escalão superior evoluem mais rapidamente. Não são lançados aos lobos, bem antes pelo contrário. Naturalmente que muitos deles não têm condições para correr com profissionais, nem sequer com os melhores juniores . Mas nisto de ciclismo não será cada cabeça cada sentença, mas sim a inviabilidade de construção de um ciclismo sem grandes apoios, quer institucionais, quer ainda pela via da sponsorização.

  2. Ao contrario da vossa opinião, eu penso que deveria ser sempre assim, pois um atleta que subiu este ano a sub 23, ser jogado logo aos lobos(profissionais) é muitas vezes desmotivador e faz com que muitos deixem a modalidade precocemente, por parte da Federação deveriam ter mais atenção ás corridas para os sub-23, pois já lá vai o tempo em que as equipas Sub-23 eram muitas, agora se pensarem bem, são menos que as profissionais. Alem de que Portugal é um País rico, pois consegue ter mais equipas Profissionais (ou ditas profissionais) que Espanha… Sim porque pagar ordenados que se digam profissionais, não existe, quando vejo atletas “Profissionais” ganharem menos agora, que se pagava no virar do seculo a Juniores está tudo dito a nível do nosso ciclismo.
    A mentalidade deve mudar e experimentarem novas opções para que o ciclismo consiga vingar e se consiga ter mais praticantes para a modalidade. Deveria a Federação aproveitar está onde de subida dos números de praticantes de ciclismo, mesmo que apenas praticantes para se reinventar e conseguir levar o ciclismo a outros níveis. O que fez a Federação portuguesa de Ciclismo para incentivar os clubes a que aparecessem novos atletas… NADA.

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