…Esperemos por abril para ver se a época sempre começa

A Federação Portuguesa de Ciclismo, sem mais delongas “atirou” para abril, depois da Páscoa o início de época, com um tentador ” a época deverá iniciar-se em 10 de abril“.

O ciclismo profissional definha e o importante, é que está apenas centrado na Volta ao Algarve e Volta a Portugal, as únicas competições que, pelos vistos dão lucro a quem as organiza. As outras, as que dão prejuízo é melhor esquecer, e é melhor nem tentar organizar, seja o que for… porque pode dar prejuízo .

Os ciclistas treinam, as equipas tentam fazer estágios, aqui e ali , tentam ser os mais profissionais possível, num desporto gerido por uma estrutura amadora, sem responsabilidades em proporcionar um calendário, capaz de corresponder às expetativas de ciclistas e equipas.

Quando é preciso, num momento tão difícil, arregaçar as mangas, partir à procura de soluções, o silêncio mata, tal como a aridez do deserto , nos mata de sede, com a fonte tão perto.

O ciclismo não se resume à Volta a Portugal, que gera um manancial de receitas e em que esse manancial muito pouco é aplicado no ciclismo profissional. Sem organizadores profissionais, e desde que o JN abandonou a organização direta de provas, a modalidade nunca mais teve um organizador, capaz de colocar na estrada, ciclicamente , provas de grande dimensão, para além da Volta.

Dos 130 dias de corrida anuais desses tempos, agora teremos cerca de 50, já contando com os circuitos. Alguém destruiu esse oásis, para agradar lá fora e desde então, o ciclismo nacional nunca mais foi o que foi. Bem pelo contrário, com a ganância de internacionalizarem-se provas, sem capacidades financeiras para tal, estas foram-se extinguindo, umas atrás das outras. Alguém assumiu essa responsabilidade ?

Bom, esperemos por abril, para ver se a época sempre começa na data prevista, ou seja no dia 10/04/2021.

One thought on “…Esperemos por abril para ver se a época sempre começa”

  1. É por isso que não compreendo que um ciclista como o Tiago Antunes tenha deixado a SEG. Voltar para Portugal é quase como dar por finda a carreira…

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