Fim de semana em retrospetiva

Um fim de semana mais competitivo, com duas provas a atraírem a atenção do público. Em França, Ivan Sosa não teve dificuldades para conservar a camisola de guia, numa etapa que era destinada a sprinters e onde Phil Bauhaus ( Bahrain) venceu ao sprint, ele que já passou por Portugal e venceu uma etapa na Volta, na ultima vez que a prova passou pela cidade da Maia.

Em quatro dias de competição, alguns homens demonstraram estar num bom momento de forma, mas o que foi mais importante assistir foi à que parece ser a total recuperação de Egan Bernal, com uma etapa de arromba na chegada ao Mont Ventoux, onde a Ineos parece ter regressado aos seus bons velhos tempos. A equipa aprendeu a atacar no ultimo Tour e, daí para cá nunca mais parou, num ciclismo ofensivo, do agrado de todos.

Outros nomes de referência foram sem duvida o vencedor, Sosa que tem passado um pouco despercebido na equipa britânica, e que parece ter capacidades para mais altos voos. Julian Alaphilippe no seu regresso não passou despercebido, esteve em destaque na etapa rainha da prova, perdeu para Bernal, mas naquele terreno a diferença até nem foi muita.

Quem deu que pensar, foi Davide Ballerini com os seus dois triunfos de etapa, algo inesperados, esperemos pelas próximas provas para ver se se confirma a sua repentina aparição. Depois Ciccone foi um homem sempre em foco. Falhou na abordagem ao Mont Ventoux onde se esperava um pouco mais, sendo de referir ainda que teve em Mullema uma boa muleta.

Em Espanha a clássica de Almeria ganhava o seu espaço, com o Ajuntamiento local a autorizar a corrida, juntando um bom naipe de ciclistas, muitos deles a estagiar na zona. Giacomo Nizzollo foi o vencedor, o que é sempre bom, para o ciclista e para a equipa africana, que en 2020 ganhou muito pouco. Constituída à última hora, ficando com os restos das outras formações, a Qhubeka-Assos merecia um triunfo, para atirar a equipa para a ribalta. Um triunfo, que aliás foi muito oportuno, com Nizzolo a arrancar e a surpreender tudo e todos.

Aguardava-se com expetativa a estreita de Cavendish na Deceuninck, mas uma avaria deitou por terra as aspirações do britânico em disputar o sprint final.

George Bennett.

Os Campeonatos Nacionais sucedem-se nos países antípodas, e na Nova Zelândia, George Bennett não perdeu a oportunidade de conquistar o título de estrada, ele que perdeu na sexta feira passada o nacional de C/R. por um segundo, no final de 44 kms de prova para um ciclista local, Aaron Gate.

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