R etoma do ciclismo: o silêncio mata

Estamos quase a meio de fevereiro, e em tempos normais teríamos tido a Abertura do calendário dentro de dias, a Volta ao Algarve a ir para a estrada de 17 a 21 de fevereiro, seguia a Volta ao Alentejo de 17 a 21 de março, ambas canceladas, com a Algarvia a passar para maio, mas ainda sem dias certos anunciados, e a Alentejana ainda sem data definida.

Todos nós sabemos que o futebol está acima de tudo, iniciou mesmo com a pandemia em 2020, continuou em 2021, é certo de que sem público, mas não foi colocado de parte como as outras modalidades. Porem, existem outras disciplinas desportivas que tiveram luz verde, caso do basquetebol ou andebol e não só, mas mais uma vez o desporto do povo, o ciclismo ficou na prateleira esperando que lhe deem umas migalhas e autorizem a realizar provas.

Da parte da Federação de Ciclismo não tem saído notícias, não tem existido opiniões, apenas à algum tempo a informação do cancelamento de todas as provas. Será que não existe força suficiente ou empenho pela parte federativa, e exigir a reinicio da atividade, como fazem no futebol ?

A recente Audição Pública na Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto da Assembleia da República, com o presidente Delmino Pereira, a Federação Portuguesa de Ciclismo defende incentivos públicos para a retoma de incentivos das atividades competitivas, em todas as categorias etárias.

O presidente da Federação afirmava que era essencial o regresso das competições para os jovens que se afastaram do desporto, motivado pelas medidas de confinamento, com o regresso à atividade desportiva a proporcionar vantagens para a saúde pública, como o desenvolvimentos tanto social como pessoal dos jovens.

Estas e outras razões apresentou Delmino Pereira na Assembleia da República, porem no comunicado enviado às redações, não se falou nesta audição, nas competições profissionais, no ciclismo principalmente, o que se está a passar, o que nos espera, o que poderemos fazer para voltar a ter provas na estrada, ou noutras modalidades.

Os ciclistas, as equipas, os patrocinadores, os amantes da modalidade, tudo que envolve uma prova espera luz verde, e tendo em conta como decorreu a Volta a Portugal 2020, temos condições para realizar provas, com medidas de segurança, medidas sanitárias, podendo assim fazer a realização dos eventos previstos, apoiando assim uma modalidade em risco de colapsar e a passar por imensas dificuldades.

É importante o ciclismo não ser colocado de lado, e respeitarem a modalidade, e todos os seus intervenientes, esperemos muito em breve ter informação de como andam as coisas, e as decisões tomadas ou a vir a tomar, já que o silêncio em nada é benéfico para o pelotão nacional, e não só.

Deixamos o que estava programado para o Calendário Nacional de Elites para 2021, e veremos o que se realizara:

17 a 21 fevereiro: Volta ao Algarve  

7 março: Prova de Abertura 

14 março: Clássica da Arrábida

17 a 21 março: Volta ao Alentejo

28 março: Clássica da Primavera

15 a 18 abril: Grande Prémio a designar

25 abril: Grande Prémio de Mortágua

2 maio: Volta a Albergaria

9 maio: Clássica Aldeias do Xisto

13 a 16 maio: Grande Prémio O Jogo

30 maio:    Memorial Bruno Neves

2 a 6 junho: Grande Prémio Abimota

18 a 20 junho: Campeonatos nacionais

4 julho:Grande Prémio Anicolor

15 a 18 julho: Troféu Joaquim Agostinho

4 a 15 agosto: Volta a Portugal

21 agosto: Circuito de Alcobaça

22 agosto: Circuito da Malveira

23 agosto: Circuito da Moita

23 agosto: Circuito de Nafarros

30 a 5 setembro: Grande Prémio JN

8 a 12 setembro: Campeonatos da Europa

12 setembro: Campeonato nacional de rampa

18 setembro: Clássica Rota da Filigrana

19 a 26 setembro: Campeonatos do Mundo

5 outubro: Festival de pista em Tavira

José Morais

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