Ciclismo sem luz verde : encolher os ombros será solução ?

Enquanto a totalidade dos países com tradições no ciclocrosse já realizaram os seus campeonatos nacionais, em plena temporada da disciplina, o nosso país apresta-se para realizá-los, no dia 21 deste mês, sem nenhuma prova de suporte ou de preparação para os ciclistas.

Poder-se-á dizer que mais vale tarde que nunca, mas a medida parece-nos já um pouco fora do contexto da modalidade e, leva-nos a pensar que o ciclismo é uma das poucas disciplinas desportivas ditas tradicionais do desporto português, que continua com luz vermelha, sem sabermos de quem.

As provas sucedem-se quer no futebol, numa grande parte dos escalões seniores, no andebol, no basquetebol, etc nos escalões ditos profissionais , sendo efetuadas em recintos fechados, sem qualquer meios de segurança visíveis a olho nu.

O ciclismo deu uma boa imagem organizadora no ano passado, nas poucas provas que promoveu. Afastou o público, não deixando acumular grandes aglomerações, teve um exemplar plano sanitário, os participantes revelaram uma excecional sentido de cidadania pelas restrições da altura, tudo correu à perfeição, sem nenhum caso de Covid, daí que seja estranho que, repentinamente todas as modalidades estejam em atividade e o ciclismo parado.

Fica-se sem saber onde estará a causa deste imbróglio: nas autarquias ? Na DGS ? ou em quem terá, afinal, pouca pressão para exercer influência ? O ciclismo é uma modalidade profissional, com uma série de exigências que importa , depois, também respeitar.

Será que não há nada a fazer ? Será que encolher os ombros é solução ?