Os melhores em Bessèges

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A Étoile de Bessèges foi a primeira prova por etapas da temporada, reunindo um leque invejável de ciclistas, que a organização nunca sonhou um dia ter à partida.

Foi uma lufada de ar fresco, num país com largas tradições na liberdade e no respeito da cidadania do seu povo, talvez por isso, o ciclismo tenha tido a oportunidade de abrir portas, onde em muitos outros, como o nosso, por exemplo, se encerram. Uma prova que começou algo morna, com pouca atratividade, e com alguma parcimónia por parte das equipas World Tour.

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Laporte foi um dos homens mais em foco em Bessèges.

Curiosamente, uma das piores formações deste escalão, a Cofidis, que em 2020 não obteve um único triunfo, tenha começado o ano com uma boa vitória de Christoph Laporte, que fechou as portas à possibilidade de Bouhanni poder ganhar. É importante para uma equipa e para um ciclista, em especial sprinter, começar cedo a vencer. Dá moral, retira pressão e dá confiança, coisas que a Cofidis em 2020 não teve. Laporte que esteve bem também na etapa de ontem, ao ser o segundo e o primeiro do pelotão .

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Ganna venceu duas etapas e mostrou toda a sua raça.

Homens da prova foram, sem duvida, o italiano Fillippo Ganna venceu duas etapas, não teve confiança que poderia ganhar a corrida , vindo-se naturalmente a arrepender de não ser mais otimista. Ontem já afirmou que vai querer algumas oportunidades para também poder discutir corridas.

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Tim Wellens é um ciclista que cumpre os seus objetivos com rigor.

Depois temos Tim Wellens. O belga é um homem de principio de época, que infelizmente não confirma no decorrer da temporada. É um ciclista com potência, e a quem não se pode dar um palmo, a poucos kms da meta, e que tem o condão , ao contrário de Ganna, de escolher com método os seus objetivos e cumpri-los.

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Kwiatkowski sem azar podia ter ganho em Bessèges, um bom indício para a temporada.

Um triunfo ocasional do belga da Bigoal, Dupond num sprint coxo, com uma parte do pelotão a ficar na queda, marcou o segundo dia . Saúde-se o apetite voraz de alguns ciclistas na luta pelos primeiros lugares. Kwiatkowski foi terceiro, mas podia ter lutado pelo triunfo, não fosse a sua queda, no dia em que Wellens ganhou. O polaco demonstrou que está em forma, já se sabia que é um todo terreno, agora ficou-se a saber que é um ciclista para todo o ano.

Num ciclismo cada vez mais competitivo, os lugares de honra já não são importantes, Hoje em dia, o importante é vencer, e neste aspeto a Lotto-Soudal está de parabéns.

Greg Van Avermaet deu boas indicações para as clássicas.

Van Avermaet que fez a sua estreia pela AG2R-Citroen foi um dos ciclistas mais regulares, em quase todas as etapas fez top cinco, o que é bom sinal para as clássicas que se aproximam a olhos vistos.

O ciclismo na Europa vai-se alargando, por aqui nem por isso.