Que certezas… para a Volta ao Algarve

Por: José Morais

Com a divulgação esta quarta-feira de mais de 10.000 casos de infetados, com a nova estripe do vírus a aumentar de forma galopante, e no meio de uma pandemia ainda sem sabermos quando a mesma nos vai deixar ou apenas abrandar, qual o futuro que nos aguarda ?

Depois de ser anunciada que a Volta ao Alentejo se poderá realizar apenas no segundo semestre de 2021, com a marcação de um mês de antecedência da Volta ao Algarve, o que poderemos contar, mais uma vez, e não querendo ser negativo, esperemos que não seja mais um caso isolado, e a mesma possa ir para a estrada na data prevista.

Fonte da Federação Portuguesa de Ciclismo, tudo aponta para que a 47ª edição da algarvia, vá para a estrada entre 17 e 21 de fevereiro, num ano recorde em termos de participação WorldTour – 14 equipas, com 25 equipas no seu total, e com um recorde de participação da primeira divisão do ciclismo internacional.

Na base da escolha, a organização baseou-se na relevância das equipas para o ciclismo nacional com representatividade nos principais mercados emissores de turismo para o Algarve, e em critérios de qualidade desportiva.

O interesse das principais equipas do circuito mundial, está na qualidade da organização, o mediatismo internacional da prova, a excelente qualidade da hotelaria do Algarve e a segurança do destino que é Portugal, em especial do Algarve, que em tempo de pandemia justificam o interesse das formações mais importantes.

A organização da Volta ao Algarve convidou para participar os nove formações continentais portugueses, sendo elas: Rádio Popular-Boavista ; Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel; Efapel; Antarte – Feirense; Kelly-Simoldes-UDO; LA Alumínios-LA Sport; Louletano-Loulé Concelhoe ,Tavfer-Measindot-Mortágua e W52-FC Porto.

De referenciar que as equipas nacionais terão na Volta ao Algarve, a prova de classe ProSeries, uma oportunidade de medir forças com os melhores ciclistas do mundo.

Às 12 equipas do WorldTour que participaram na edição de 2020 vão juntarem-se mais 2, fazendo assim o lote das 14 equipas presentes, onde figuram as nove melhores do ranking mundial coletivo de 2020, e são assim estas as 12 equipas:

Astana-Premier Tech (KAZ); Bora-hangrohe (GER); Cofidis (FRA); Deceuninck-Quick-Step (BEL); Groupama-FDJ (FRA); INEOS-Grenadiers (GBR); Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux (BEL); Israel Start-Up Nation (ISR); Lotto Soudal (BEL; Team DSM (GER); Trek-Segafredo (EUA); UAE Team Emirates (UAE) . A este lote junta-se este ano mais duas a:

Jumbo-Visma (HOL) e Movistar Team (ESP).

Também duas ProTeams vão integrar o segundo nível internacional, duas equipas com uma forte ligação ao ciclismo português, participando frequente em algumas provas do calendário nacional, a:Caja Rural-Seguros RGA (ESP) e Rally Cycling (EUA).

Com esta divulgação das participações na Volta ao Algarve, da parte da organização, estão reunidas as condições da sua realização, o plano sanitário do evento está em preparação, de modo a promover um evento seguro, como se têm provado em provas de ciclismo, tanto as que se realizaram em Portugal, nos últimos meses, como as corridas internacionais, e temos de salientar a forma positiva da Volta a Portugal.

O trajeto está praticamente no final, com a sua divulgação a sair em breve, com base na informações da Federação Portuguesa de Ciclismo, a mesma adianta que manterá as caraterísticas habituais, com etapas para sprinters, trepadores e contrarrelogistas, onde se antevê que o vencedor final poderá ser um corredor completo.

Por agora teremos de aguardar o desenrolar das coisas, tudo depende de uma pandemia, que não nos quer largar, mas que todos juntos venceremos sem dúvida.

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