Cicloturismo em retrospetiva : balanços e opiniões

Por: José Morais

Todos nós sabemos como 2020 foi um ano atípico, cheio de muitas coisas negativas, parando no tempo como todos temos conhecimento, com muitas surpresas pelo caminho, tudo por culpa de um vírus que surgiu a nível mundial.


Como muitas outras modalidades, o cicloturismo sofreu, e os eventos não se realizaram, podemos apenas contar com dois, um realizado a 23 de fevereiro em Vila Nova de Foz Côa, pela Associação Cicloturismo do Côa, e a Bênção Nacional dos Ciclistas realizada em Fátima a 1 de março, numa organização da União de Ciclismo e Leiria.

Semana a semana, mês a mês, os eventos foram sendo cancelados, as condições não estavam reunidas, a segurança dos participantes acima de tudo, e as autorizações foram todas suspensas, e estando quase no final de 2020, com 2021 a espreitar, fomos saber que pensam clubes e participantes, como foi este ano que está quase a terminar, e o que perspetivam para o novo ano que vai entrar.

Para “Mário Pereira”, “Do Grupo de Cicloturismo Estrelas da Amadora, um grupo com 32 anos de existência, e muitos anos de modalidade, considera um ano péssimo, e nunca visto, e muito negativo para a modalidade.
Apesar da pandemia, este grupo nunca parou, e para todos os seus elementos se manterem em forma, tanto a nível psicológico como fisico, todos os domingos marcaram passeios treino, sempre dentro das normas de segurança, mas nada era igual aos tradicionais passeios, provocando uma grande desmotivação, já que a falta dos passeios e principalmente do convívio é o mais importante, e apesar da amizade ser intemporal é necessário o reencontro entre as pessoas”
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Mário Pereira” para 2021, “Não está muito otimista, e pela atual situação, pouco deverá mudar, a não ser que surja um medicamento eficaz, e ai sim podemos ver uma luza ao fim do túnel, mas em nada vai garantir que o cicloturismo seja o mesmo, já que sem subsídios, sejam camarários ou privados, infelizmente muitos clubes poderão não resistir, e desaparecerão infelizmente”.


De Pombal chega-nos a opinião de “Armando Vieira” do Clube de Cicloturismo de Pombal, organizador de dois grandes eventos anuais, um passeio com 23 anos de existência, e outro, as 14 horas a pedalar com 18 edições, entre outros eventos feito localmente com as autarquias.
“Foi dos primeiros a ser penalizado com a pandemia, já que este ano se realizava a 29 de março, existia a esperança da retoma das atividades no Verão para a realização das 14 horas, mas rapidamente depressa se perdeu essa esperança. Foram tomadas medidas, e tomamos algumas decisões quer no âmbito desportivo quer no âmbito socioeconómico.

Na vertente desportiva, suspendemos todas as organizações representações, recomendamos porem aos nossos atletas que fizessem manutenção física, com pequenos passeios ao domingo de manhã, de forma a respeitarem as normas das autoridades de saúde, o que, de facto aconteceu com 3 ou 4 “teimosos” que não deixam enferrujar as bicicletas.

No aspeto económico, achamos uma maneira de ajudar os nossos associados, patrocinadores e agentes económicos. Para tal, o pagamento das cotas dos sócios 2020 foi isentado, assim como prescindimos da receita anual dos nossos patrocinadores, já que não vamos fazer despesa em oficinas com o arranjo e manutenção da nossa carrinha.

Ainda no âmbito social e cultural não vamos poder realizar a nossa excursão anual nem o almoço de Natal, momentos que foram sempre tão de agrado quer dos associados quer dos nossos amigos e de vital importância para a vida do clube.
Em resumo, o que mais influenciou esta pandemia foi o distanciamento social e o isolamento tanto de atletas como de associados, situação que pode ou já provocou danos mentais e físicos, especialmente em pessoas com menos saúde e em dificuldades económicas.

Sem dúvida que o exercício físico, a distração, o convívio e os afetos contribuem em muito para o bem-estar de todos, particularmente dos maisfrágeis”.
Em 2021, “Armando Vieira” espera : “Com o novo ano vem nova esperança, mas o vírus não vai desaparecer só porque queremos, mas sim quando existir uma verdadeira “arma” que combata e elimine este maldito e invisível inimigo. O cicloturismo parou mesmo e enquanto não houver condições de segurança, os passeios ou concentrações não se realizam. Não será possível pedalar em pelotão, todos com máscara, durante muitos quilómetros.

O Cicloturismo além de um passeio de bicicletas envolve também o convívio entre todos os adeptos, culminando com o tradicional almoço convívio e a entrega de lembranças e ou homenagens. Sem isto perde-se o verdadeiro espírito da modalidade.
Eventos para 2021? Realmente não sei. Acho que vai ser um ano de espera.

Mesmo com vacina como vai ser? Há um passeio e vamos perguntar a todos se tomaram a vacina? Vai constar nos regulamentos que só podem participar os vacinados? E, se por omissão ou engano de alguns houver um surto de COVID, quais as consequências para a organização?
Sendo assim não estou muito otimista quanto ao futuro da modalidade, até porque, fruto disto tudo, vai haver atletas que já não voltam, outros não aparecem e, consequentemente, algumas, já poucas, equipas desaparecem.

Assim como nas organizações. Alguns passeios já estavam pendurados por um “raio”, ora, como este ano não se realizaram, os “carolas” não vão estar com esse trabalho e, ainda por cima tem custos e o dinheiro vem de onde agora que todos estão espremidos”.

António Joaquim Corveiro”, “Dos Estrelas da Amadora, há muitos anos a praticar cicloturismo, seja em passeios ou sozinho, quer esquecer 2020 em tudo, no cicloturismo a falta de passeios, os convívios, é um vazio, a nível do clube, existiu o afastamento de muitos, e pedalar apenas umas pedaladas, não é a mesma coisa.

Para 2021 vê tudo muito negro, vai existir muita dificuldade e formar novamente o grupo, e acredita que os passeios vão sofrer muito para reagrupar tanta gente que desistiu, é negativo, esperando estar enganado, mas só o tempo o dirá”.

De Palmela chegou a opinião de “Madail Claro” “Da Associação Desportiva Palmelense, 2020 foi um ano totalmente diferente, apesar do plano de atividade planeado muito bom e interessante, tinhas planeado participar em diversos eventos a nível nacional, marcamos presença em Foz Côa, iniciamos mais cedo do habitual, e foi o nosso único evento, tivemos um receção fabulosa, fizemos um esforço imenso, ao sairmos de Palmela às 2 da manhã para irmos participar, e regressamos o mesmo dia, tudo com amor ao cicloturismo.

Fizemos alguns treinos em equipa, de 2 em 2, depois quando pudemos, fizemos em equipa, e suspendemos por motivos de segurança por completo os treinos em conjunto, e se alguém quiser pedalar apenas o faz sozinho, é muito triste, mas é a melhor maneira que poderíamos fazer, para nos protegermos ,e protegermos a nossa família.

A Associação conseguiu ainda fazer protocolos de colaboração com a Câmara Municipal de Palmela e com a Junta de freguesia de Palmela. Também tínhamos parcerias com outras associações aqui da zona, a Associação de encarregados de educação da Escola Hermenegildo de Capelo Palmela em vários eventos socioculturais, para fazer eventos que o nome já diz tudo socioculturais, ainda chegamos a realizar um passeio uma caminhada solidária pela nossa serra, angariamos aproximadamente 300 €, oferecemos o dinheiro a uma associação por completo Associação evita, apoio e prevenção a pessoas com cancro, todos os outros eventos foram cancelados, apesar de estarmos “Parados” , não se pode parar a associação”.

Madail Claro” dizia: “Apesar da crise, conseguimos arranjar patrocínios, e para 2021 a Associação está a planear bem o seu plano de atividades, pensar bem no que é feito para conseguimos cumprir, porque nós podemos pôr muitas atividades no plano e no fim não fazer nada porque não foram bem elaboradas. Vamos fazer alguns eventos culturais na parte do cicloturismo.

Não querendo ser pessimista mas, acredito que não se consiga fazer passeios no ano que vem, mesmo que venha a vacina não sei se nos conseguiríamos organizar, para mim um passeio de cicloturismo alem do Desporto é o convívio, e sem a certeza da vacina nada se pode realizar em segurança, por isso vamos esperar”.

Do Afonsoeiro, Montijo, chegava a opinião do Grupo de Cicloturismo do Afonsoeiro Móveis Jolar Montijo, nas palavras de “Martinho Anastácio”, o mesmo dizia: “Como elemento do grupo de cicloturismo do Afonsoeiro móveis Jolar Montijo vejo este ano de 2020 como um ano atípico em relação a qualquer outro que já vivi, um ano em que tivemos de reaprender a viver, e isso implicou termos de nos afastar uns dos outros, para além de todos os entraves emocionais e profissionais que isso colocou no nosso dia a dia.

Ao nível do cicloturismo que como sabemos é um desporto de grupo, coletivo, de convívio foi algo obrigou a uma “travagem a fundo” no mesmo, os passeios foram sendo cancelados um após o outro, em relação ao nosso do Afonsoeiro sendo em Agosto ainda alimentamos a esperança que as coisas melhorassem e que fosse viável a sua realização em segurança, da nossa parte tínhamos tudo planeado e pronto a colocar em marcha mais uma clássica caso fosse dada autorização e estivessem reunidas as condições de segurança, mas a dada altura percebemos que tal não iria acontecer e semanas antes da data o mesmo acabou por ser cancelado.

Apesar de esperado foi um balde de água fria pois é algo que nos dá muito prazer fazer, gostamos de receber bem os nossos amigos, mas enfim tivemos de nos adaptar à nova realidade foi também nessa altura em Agosto que para colmatar a falta que as pedaladas nos faziam que começamos a dar umas voltas entre nós, já lá iam muitos meses sem rolar na estrada.

Sendo o cicloturismo um escape da nossa semana de trabalho e a forma de convivermos um pouco, passado todo esse tempo e com um melhor entendimento do vírus voltar à estrada soube muito bem, tentando sempre cumprir as regras básicas de segurança sobejamente conhecidas por essa altura, mas não é a mesma coisa falta nos o convívio com as outras equipas, o ir às outras terras, enfim foi por isso tudo um ano negro para o cicloturismo.

Um ano que pode mesmo levar ao fim de alguns grupos, esperemos que não, mas se for um grupo pouco sólido, ou recente, ou mesmo dos mais antigos, o vírus pode provocar perda dos escassos patrocínios que existem, pode gerar receios vários que pode levar a que muitos adeptos da modalidade optem por outras não coletivas, pode impedir muitos de aderirem ao cicloturismo e optarem por outros hobbies.
Certo é que de positivo não vejo nada para a modalidade com este vírus à solta.

Com o ano a terminar e apesar das diversas notícias sobre vacinas penso que os primeiros 5 meses de 2021 para a modalidade nada mudará, as coisas continuarão instáveis e afetará novamente a maior parte dos passeios, tenho sim a esperança que pelo menos na segunda metade do ano as coisas estejam realmente melhores, que se façam sentir efeitos positivos das vacinas e que se possa ir retomando a vida aos poucos.

É essa a minha esperança para que em 2022 seja um ano dito normal, mas até aí ainda temos muitos desafios para superar. Para o futuro quem ama a modalidade vai continuar na prática do cicloturismo, mas há a possibilidade de o receio do vírus afastar da estrada novos cicloturistas. Esperemos que os melhores cenários se concretizem e que possamos já em 2021 estarmos todos juntos num qualquer passeio, até lá desejo muita força e saúde a todos os cicloturistas e respetivas equipas”.


Do Penteado, Moita, “Carla Fernandes”, responsável Núcleo de Cicloturismo do Penteado dizia; “O cicloturismo já vinha a sofrer devido a outras situações, mas com a dedicação e determinação das equipas resistentes, o cicloturismo lá se ia “aguentando”, porém com o aparecimento desta pandemia, o cicloturismo sofreu um verdadeiro abalo.
Os nossos convívios e a “família de domingo de manha” como eu lhe chamava, ficaram separadas.

Tivemos de cessar treinos, cancelar eventos. Passeios que para o Núcleo de Cicloturismo do Penteado, não era somente pedalar. Nós também fazíamos caminhadas, para juntar as gentes da terra e arredores.
Os passeios tiveram de ser cancelados e sem data prevista de retoma.

Muito sinceramente, não sei se irei organizar o passeio de cicloturismo em 2021, contudo vou aguardar com bastante otimismo o fim desta pandemia e que a normalidade volte a reinar em breve e que o cicloturismo, seja como uma Fénix e renasça das cinzas”.

Para “Humberto Ratinho”, do Núcleo do Penteado o mesmo dizia; “Com o aparecimento do vírus COVID-19 os meus treinos mudaram significativamente. Passei a treinar em locais mais isolados e praticamente sozinho.

Depois foram surgindo novos casos e foi decretado o confinamento absoluto. Tive de alternar os treinos entre Btt no quintal e rolos no ginásio improvisado. Usando as novas tecnologias, passei a fazer treinos virtuais com os meus amigos com o programa Zwift.

Chegávamos a juntar pelotões com 50 atletas para fazermos provas on-line marcadas previamente. Passado um mês em “cativeiro” lá começámos a vir para as estradas novamente em grupos de 4 ou 5. Sempre aquele receio e tentando “diagnosticar” o comportamento de cada um que me acompanhava.

Atualmente já há bastantes ciclistas a treinar na rua, mas mesmo assim nada comparado com o que havia. Na minha terra há uma coletividade recreativa (Clube Recreativo do Penteado) que conta com 55 anos de existência e sempre teve modalidades desportivas.

Têm cerca de 5modalidades, entre elas o cicloturismo, já com 18 anos (Núcleo de Cicloturismo do Penteado) da qual também faço parte.
Cicloturismo, como o nome indica é uma modalidade de lazer e nada competitiva o que leva a ter atletas de todas as idades (dos 8 aos 80). Uma vez que este vírus ataca fortemente os mais idosos, eles viram-se privados dos seus treinos semanais e passeios de convívio aos fins-de-semana.

Quase todos os meses havia passeios de cicloturismo em várias localidades do país e nós (NCP) chegámos a marcar presença em 25 passeios ao ano. Atualmente por causa do COVID aparecem 5 ou 6 para dar uma voltinha de bicicleta ao domingo e quase sempre são os mesmos. Com o aparecimento deste vírus, temo pelo fim do cicloturismo que tanto dava vida aos mais idosos e amantes desta linda modalidade, em 2021 vamos ver o que nos espera”.

Também do Clube Recreativo do Penteado, Vítor Gonçalves já com muitos anos a pedalar dizia; “Sendo eu uma pessoa de risco elevado tive que adotar um comportamento de acordo com as recomendações da DGS mas tenho feito as minhas caminhadas ao ar livre treinos ligeiros quer de BTT quer de estrada e ainda bicicleta estática, mas uma coisa é inegável os vários passeios que não se realizaram fizeram muita falta pois o convívio é saudável a todos os níveis, isto vai passar e retornaremos a normalidade em 2021 espero poder não estar enganado”.

De Alcanhões, Santarém chegaram as palavras de “Alexandre Rodrigues”, responsável pelo Núcleo de Cicloturismo o Cantinho do Avô ao dizer; “Nós deixamos de andar de bicicleta, estamos parados, mas com imensa vontade de voltar a rotina dos passeios que infelizmente tiveram este ano de serem todos suspensos.

Para o ano de 2021 se for possível realizar, nós estaremos presentes as saudades são muitas e a vontade de estarmos com os nossos colegas e amigos é enorme, sabemos todos que não vai ser fácil tudo será diferente, mas com gosto e amor ao que se faz tudo se ultrapassa, espero que seja um até já, muito breve, e possamos encontrar rapidamente e com saúde todos, para fazermos o que mais gostamos, tenhamos esperança”.

Pelo Clube Desportivo do Beato, de Lisboa, o seu responsável “Ricardo Figueiredo” num resumo muito sintetizado dizia; “O ano de 2020 penso que foi um ano de grande desilusão por causa do vírus instalado, paramos, sem ter rotina de pedalar, sem eventos, e para ser sincero, acho que o ano de 2021 vai ser a mesma coisa.

Os passeios, os eventos de cicloturismo, os convívios, fazem muita falta a todos, são muito importantes, e sem eles muitos andam deprimidos, ficamos a aguardar, nós paramos a bicicleta, mas continuamos em atividade, não ficamos de mão nos bolsos, e fizemos voluntariado, levando alimentos e bens essenciais aos mais necessitados”.

De Trajouce, Cascais, “Nuno Santos” do Grupo de Cicloturismo de Trajouce dizia; “Desportivamente com o cancelamento dos passeios e a perda da rotina que se faziam ao domingo, o convívio entre os amigos de duas rodas, e de repente se virem confinados, mentalmente leva a gerar alguma ansiedade da parte dos cicloturistas, porque apesar de se ir fazendo uns treinos não é a mesma coisa, muito se perdeu este ano de 2020.

Quanto ao futuro, em 2021 não acredito que a modalidade esteja em causa, mas vamos esperar por melhores dias, acredito que para o ano vamos voltar a estar todos juntos, e voltar novamente a pedalar juntos, com grandes passeios e grandes convívio”.

Para “João Alves Monteiro” de Lisboa, o ano de 2020 foi; “Muito complicado para o Cicloturismo e Ciclismo em Portugal. Quando tudo estava preparado para o início das atividades de Cicloturismo e provas de Ciclismo tais como o Grande Fondo da Arrábida, todas as actividades foram suspensas devido à pandemia Covid-19.

As poucas actividades organizadas, tinham que cumprir à risca as medidas impostas pela Direção Geral de Saúde, tais como número limitado de participantes em grupo, utilização de desinfetantes para limpeza de bicicletas, medição de temperatura dos participantes antes do início dos eventos, utilização obrigatória de máscaras quando necessário e outras medidas para evitar o contágio do vírus Covid-19.

Uma dessas actividades em que participei foram os cursos de Iniciação à Bicicleta no Verão que permitiu a alguns participantes combater o seu medo e aprenderam a andar de bicicleta. Estes cursos tiveram grande sucesso devido a elevada de taxa aprovações.

Por outro lado, a bicicleta foi vista como alternativa saudável de meio de transporte nos grandes centros urbanos para deslocações de curto e médio trajeto. As iniciativas tais como incentivos à compra de bicicletas, boom das ciclovias urbanas e grande evento do World Bike Tour em Lisboa, foram fatores que fomentaram o uso de bicicleta.

Mesmo com as restrições impostas pelos estados de emergência e calamidade devido à pandemia é bem visível que a bicicleta veio para ficar.
Com o aproximar da chegada do novo ano e a esperança da eficácia das vacinas, o Governo e a DGS preparam o plano de vacinação massivo no combate ao vírus Covid-19.

Assim, é esperado que o ano 2021 venha trazer esperança para um futuro melhor e que as atividades de Ciclismo e Cicloturismo voltem à normalidade num ano em que Lisboa tem que se preparar para um mega- evento, o “Velo 2021”.

Estas, algumas das opiniões de equipas e cicloturistas com muitos anos de modalidade que nos solicitaram as mesmas, resumido, todas de acordo com as dificuldades de um ano atípico, e com reservas para 2021, por agora pouco mais para dizer, resta-nos aguardar e esperar pelo novo ano.
Com os votos de um 2021 cheio de tudo bom, ficam os votos de bons passeios, boas pedaladas.

2 thoughts on “Cicloturismo em retrospetiva : balanços e opiniões”

  1. Num ano onde o cicloturismo esteve a zeros, este foi sem dúvida o retrato do mesmo em 2020, e este artigo não poderia deixar de estar mais o mais correto possível, e pela mão sem dúvida de uma das pessoas mais entendidas e que tem defendido e divulgado a modalidade há muitos anos.
    Saber a opinião de diversas pessoas foi sem dúvida muito bom, e apenas poderia sair da cabeça de uma pessoa pelas suas ideias, o José Morais, que mesmo confinado, conseguiu reunir estas opiniões, parabéns para ti José Morais continua assim és a nossa voz na modalidade, e obrigado Jornal de Ciclismo pelo espaço e a voz que também dá ao cicloturismo.
    Bom ano de 2021 para todos.

  2. Li todo o seu artigo achei muito bom,parece me haver alguma falta de otimismo no geral,não sou dessa opinião isto há de passar e se não for em 2021 será em 2022 o cicloturismo esta enraizado e sobreviva não será igual? Talvez não mas vamos acreditar.Obrigado Morais pela iniciativa de juntar todas estas opiniões

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