UCI terá de devolver milhões de euros ao governo suíço

Os campeonatos mundiais de 2020 estavam previstos para as cidades de Aigle e Martigny, na Suíça, mas devido às medidas da pandemia, o evento foi cancelado e a luta pelo título mundial foi transferido para Imola, em Itália. Sem a prova no seu país, o governo suíço está a exigir à UCI os milhões que recebeu. “Seria um absurdo lucrar milhões com dinheiro público após o cancelamento do Campeonato do Mundo.”

No total, foram disponibilizados 11,8 milhões de francos suíços (cerca de 10,9 milhões de euros) pelo governo federal, cantões de Vaud e Wallis e municípios. Só o governo federal transferiu cinco milhões para o comité organizador. Parte significativa desse valor acabou por ir parar aos cofres da UCI.

Devido ao Covid a governo suíço decidiu ,em agosto, não permitir eventos com mais de mil espectadores, forçando o cancelamento do Mundial . A UCI encontrou, então, uma alternativa adequada em Imola, mesmo in extremis ,embolsando também largas centenas de milhares de euros.

Em nome do Conselho Nacional Suíço, Aline Trede, dirigente deste organismo, fez um pedido urgente à UCI para devolver o dinheiro. “Seria um absurdo lucrar milhões com dinheiro público após o cancelamento do Campeonato do Mundo. Pedimos à UCI que devolva imediatamente o dinheiro recebido, menos os custos incorridos, ao governo federal, cantões e municípios. ”

A UCI ainda não respondeu. A associação suíça de ciclismo afirma que está em negociações com a UCI. “Tentamos exercer pressão”, diz o diretor administrativo Markus Pfisterer. “Este é um assunto urgente para nós. É dinheiro dos impostos. ”