Ciclismo nacional – algumas novidades para 2021

Quando cá por casa – refiro-me à Redação e aos Colaboradores habituais – do Jornal Ciclismo, o pessimismo é a tónica dominante de qualquer crónica ou artigo que escrevemos, alertando e tentando que o que se escreve, faça algum eco, isso é impulse, conforme inventaram os criativos de um desodorizante para homem. Não são flores como o jingle, mas boas ideias que enriquecem de quem delas precisa. A Federação Portuguesa de Ciclismo tem pela frente mais quatro anos com esta direcção. É gente experiente e de diálogo e que apanhem o eco que aqui se reproduz.

O Jornal Ciclismo é grátis e por isso é composta por gente independente que só quer o melhor para a modalidade. Há décadas que alguns que aqui escrevem e opinam, batem na mesma tecla, ou seja, indicam o caminho certo, porque o conhecem muito bem. Se a FPC não aproveita o muito do que aqui se escreve, em prol da melhoria da modalidade, faz mal. O ciclismo é uma modalidade de futuro, cada vez mais. As alterações climáticas estão a transformar o clima de uma forma irreparável e por isso os hábitos de mobilidade estão a mudar e não tarda nada que as ciclovias sejam obrigatórias nas grandes cidades para combater a poluição dos veículos. Esta pandemia fez disparar a venda de bicicletas e não há mão-de-obra que chegue em Águeda e arredores para fazer subir a produção. Prazos para entrega? Daqui a 3 meses! O Centro de Alto Rendimento de Anadia (Polo de Sangalhos) é o primeiro exemplo. Precisamos de mais bons exemplos. O desporto é a melhor alimentação mental que um ser humano pode ter.

E como estamos quase no Natal queria fazer um pedido ao Pai Natal do Ciclismo: a Federação Portuguesa de Ciclismo. Que crie finalmente um Departamento de Ciclismo Profissional para estudar em conjunto com os vários agentes desportivos a forma de desenvolverem a modalidade, desde os cadetes até aos sub-23. As escolas de futebol estão cheias de falsas promessas, à pequenada e aos seus pais. A verba que gastam com eles chega para lhes comprarem uma boa «bike» e os respetivos acessórios. As Associações têm que fazer ver aos autarcas da sua terra que organizar umas provas com a pequenada dos vários escalões é uma festa de família. Foi para trabalharem em prol da modalidade que quiseram integrar as estruturas do ciclismo. Por isso, mãos à obra. A pandemia tem os dias contados, finalmente. O ano de 2021 vai ser doloroso, mas diz o ditado popular que o que arde, cura. Precisamos da ajuda de novas autarquias para fazermos algumas inovações na Volta a Portugal e noutras provas. A Global Média Group, dona do JN está a reorganizar-se e por isso ainda não podemos contar como certas as provas organizadas pelo jornal que muito fez pelo ciclismo no passado.

Vamos então dar uma vista de olhos pelas equipas nacionais Continental Teams e para já os nomes confirmados para a época que se avizinha:
W52/ FC Porto – A equipa vai continuar robusta e a apostar em nomes experientes, e sobretudo portugueses. Como principais contratações: Joni Brandão (ex-Efapel) e Ricardo Vilela (ex-Burgos). Mantém: Amaro Antunes, Samuel Caldeira, Francisco Campos, Jorge Magalhães, José Mendes, Daniel Mestre, Ricardo Mestre, João Rodrigues e Rui Vinhas.
EFAPEL – A empresa de Serpins já anunciou para já a contratação de Rafael Reis (ex-Feirense), Frederico Figueiredo (ex-Atum General / Tavira /Maria Nova Hotel) e Javier Moreno (ex-NIPPO/Provence). Mantém: António Carvalho, Fábio Costa, André Domingues e Luís Mendonça.
RADIO POPULAR / BOAVISTA – A equipa vai voltar a acolher um filho pródigo, Tiago Machado (ex-Efapel) e contratou Daniel Freitas (ex-Miranda Mortágua). Mantém: João Benta, Pedro Silva, Luis Fdernandes, Gonçalo Carvalho, Alberto Galego, Hugo Nunes, Vinício Rodrigues e Afonso Silva .
KELLY / SIMOLDES /UDO – A equipa de Oliveira de Azeméis, já contratou César Fonte (ex-Efapel) para a próxima época. Mantém: Luís Gomes, Henrique Casimiro, Hélder Gonçalves, Miguel Lopes, Guilherme Mota, João Salgado e José Sousa.
ATUM GENERAL / TAVIRA/ MARIA NOVA HOTEL – A equipa mais antiga de ciclismo de Portugal, Tavira, colmatou a saída de Frederico Figueiredo (para a Efapel) com a entrada de Gustavo César Veloso (ex-W52/FCPorto), e contrataram também Emanuel Duarte (ex- L.A. Aluminios/ L. A. Sports). Mantém Alejandro Marque, Emanuel Duarte, César Martingil e David Livramento.
AVILUDO / LOULETANO – A outra equipa algarvia anunciou a contratação do argentino Nicolas Tivani (ex- Agrupacion Virgen de Fátima (Argentina), Micael Isidoro (ex-Atum General/Tavira/Maria Nova Hotel) e da mesma equipa Carlos Ochoa assim como Emanuel Rodrigues que passou pela Vito-Feirense em 2019. Mantém: David de la Fuente, Jesus del Pino, João Matias, Nuno Meireles e André Evangelista.
L.A. ALUMINIOS / L. A. SPORT – Tem já definida a sua equipa para 2021 e tem como novos ingressos: Sérgio Paulinho (ex-Efapel), Rafael Silva (ex-Efapel) e Marcelo Salvador (ex-Atum General/Tavira/ Maria Nova Hotel). Mantém: André Ramalho, João Macedo, Marvin Scheulen, Rodrigo Caixas, Gonçalo Leaça, João Medeiros, Carlos Salgueiro e Rafael Gouveia.
TAVFER / MORTÁGUA – A equipa perdeu o patrocínio da Miranda por troca pelo grupo Tavfer (hotéis e inspeção auto). Como novidades apenas a entrada de Pedro Paulinho (ex-Efapel) e Tiago Antunes (ex-Efapel). Mantém: Ash Coning e Ángel Sánchez.
FEIRENSE – A equipa tem tudo acertado para continuar na estrada, com o regresso de um sponsor já antigo no ciclismo, que aliviará o orçamento da equipa.

Para já são estas as novidades, nem todas as equipas têm o plantel fechado e por isso aos poucos vamos sabendo como acabam algumas negociações em curso.

Jorge Garcia