Evidentemente…uma espécie de comissão!

O ciclismo português vai tentando renovar-se. Para este mandato, na UVP/FPC, uma das ideias é a criação de um departamento que acautele os interesses do ciclismo nacional, sobretudo pensando no ciclismo profissional. Uma espécie de ideia de uma comissão de estrada.

Mas, num contexto ainda difícil de descrever, o que esperamos nós, o que espero eu, de uma espécie de comissão destas? Acima de tudo, ideias novas. Acima de tudo, deixar de ver e ouvir o poder estabelecido, aquele, que tantas vezes fica dormente de ideias com esse estabelecimento.

Evidentemente que espero uma discussão aberta e democrática. Evidentemente que espero uma união difícil de protagonizar, já que, o ciclismo nacional é pródigo em pequenos tiques de feudalismo. Evidentemente que se esperam ideias que façam progredir a modalidade e não rebocá-la, de novo, para os lugares do costume. É bom tentar resolver alguns problemas. Eles existem. Mas, seria péssimo para a modalidade revisitar, em permanência, esses lugares do costume, tal como seria péssimo pensar no nosso ciclismo como se fosse um ciclismo de nível diferente.

Evidentemente que espero um departamento com ideias modernas, tendencialmente condizentes com o que esperará o futuro da modalidade. Evidentemente que espero um departamento sem encomendas de lugares. Sobretudo lugares encomendados por um nível de incompatibilidade substancial, defendendo Deus e o Diabo, ainda por cima, sem nada a acrescentar de novo ao que ciclismo realmente precisa.

No contexto, evidentemente espero que, as bases, quem dá os “costados” há anos pela modalidade tenha de facto opinião. E que se considerem válidas todas as opiniões por forma a chegar ao consenso.

Evidentemente que se deve aproveitar o momento mediático actual da modalidade. Evidentemente que alguém tem sabido potenciar isso. E não tem sido nenhuma estrutura federativa. E devia, em primeira instância, ser.

Evidentemente que, conhecendo o ciclismo português, isto é tudo um pouco árido. E, evidentemente que, pelo caminho que se tenta trilhar não chegaremos a lugar nenhum. Mais uma vez.
Luís Gonçalves

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