Juniores e sub-23 juntos, porque não ?

Sem competições nesta temporada, não foi possível avaliar a qualidade dos ciclistas , em especial do escalão junior, e que em 2021 grande parte deles têm passaporte para o escalão sub-23.

O problema é de fácil e ao mesmo tempo difícil solução. Fácil se quem legisla estiver atento a soluções que sejam úteis ao desenvolvimento do NOSSO ciclismo e não ao determinado pela UCI, e difícil se não se olhar aos legítimos interesse, em especial dos atletas.

O ciclismo nacional é muito complexo de o entender . E damos um exemplo, por um lado , é facilmente visível que não temos qualidade para termos nove equipas ditas profissionais , mas por outro lado também é visível que temos de ter um pelotão de pelo menos 90 a 100 ciclistas para que as competições sejam atrativas . O que queremos dizer com isto, é que talvez se em vez de nove equipas Continentais UCI tivéssemos 10 e se a composição das equipas em prova fosse de oito e não sete ciclistas, já era possível a existência de competições só com equipas deste escalão. Desta forma, havia um maior nivelamento entre equipas, e não a disparidade que acontece, quando se coloca profissionais a competir com equipas de sub-23, algumas delas com ciclistas de primeiro ano .

Se a FPC entende que deve bloquear o acesso ao escalão continental UCI a nove formações, deverá iniciar nos escalões anteriores um novo figurino de competição. Como ?

Primeiro: fazendo com que as equipas de juniores possam ter na sua composição , ciclistas sub – 23 de primeiro ano, num máximo de três por equipa.

Segundo fazendo com que as equipas do escalão sub-23 possam correr com o escalão junior, uma grande parte do seu calendário. Desta forma, resultava para os ciclistas juniores uma maior evolução, e uma melhor adaptação aquando da sua passagem ao escalão sub-23. Por outro lado, a economia de meios era enorme. Juntavam-se dois escalões numa só prova, com um número alargado de equipas e ciclistas e com policiamento gratuito. A fórmula é interessante, conhecidas que são as fragilidades financeiras da maior parte das equipas de sub-23 .

O atual figurino está de alguma forma desequilibrado, pelo simples facto de os sub-23 correrem apenas com os profissionais. Esta fórmula também é positiva, pois permite aos sub-23 evoluírem muito mais, o problema é que só evoluem os melhores, os outros ficam pelo caminho. Ao correrem unicamente com os profissionais, as equipas de sub-23 não têm um conjunto homogéneo de ciclistas, um bloco, capaz para competirem com os profissionais. Algumas equipas têm dois ou três ciclistas que terminam as provas integrados no pelotão ou a pouco tempo de diferença, mas uma grande parte termina a … horas dos primeiros, apoderando-se destes, muito naturalmente o desânimo e…a desistência da pratica prematura da modalidade.

Já aqui o dissemos e sugerimos um quadro competitivo equilibrado, ao nível dos custos financeiros, a existência de um bom calendário para todos os ciclistas e um nível competitivo mais equilibrado. Então qual a sugestão ? Vejamos por exemplo num ciclo mensal :

2 fins de semana competitivos com equipas juniores e sub-23.

1 fim de semana com equipas continentais UCI e sub 23 ( caso o número de equipas sub-23 seja elevado, criar um ranking para apurar as melhores )

Teríamos assim que, num ciclo mensal os juniores teriam sempre duas competições e os sub-23 três. Isto seria uma atividade minima, cujos custos financeiros não serão tão elevados, como se estes escalões corressem independentemente, e facilmente suportável pela FPC. Este seria um figurino bem melhor para os juniores, cujo calendário é escasso e muitas vezes resumido a circuito e para os sub-23 que teriam um maior número de corridas interessantes.

A ideia sinteticamente fica no ar, quem sabe para um melhor burilar de quem de direito. Já agora, aceitam-se sugestões e novas ideias e criticas aos modelos aqui apresentados de forma sucinta e pouco desenvolvida.