Dança de cadeiras

Apesar de não sabermos bem o que esperar da próxima época e de esta temporada ter tido poucos momentos de ânimo, tem existido alguma animação nos meandros do ciclismo nacional.

Anunciam-se contratações, ou possíveis contratações, anunciam-se saídas, numa dança de cadeiras interessante. No meio de tudo há equipas definidas, embora os orçamentos devam ser mais reduzidos e, como sempre, há equipas que ainda procuram a salvação.

Há ciclistas que procuram o caminho do estrangeiro e, neste contexto, porventura alguns jovens terão a sua oportunidade e há ciclistas que auscultam o mercado interno.

Mas a dança de cadeiras não anda só à volta das equipas e dos ciclistas. A recente lista (única) apresentada a eleições nos órgãos sociais da Federação Portuguesa de Ciclismo, também tem a sua dança de cadeiras. Algumas mudanças previsíveis há já bastante tempo e algumas saídas desta lista, quando comparada com anteriores, que serão dignas de registo. Umas mais consensuais, outras, por certo, bem menos consensuais. De qualquer forma, no fundo, as mudanças também não serão assim tantas, sobretudo, se olharmos para determinados órgãos sociais. Talvez se tente preparar já a sucessão no que à direcção diz respeito.

A outro nível, também há quem anseie mudar. Mas não está fácil a disponibilidade de renovação para algumas associações de ciclismo. Aqui deseja-se uma dança de cadeiras com dificuldade em acontecer. E o Estado também tem culpa nisso. Ser dirigente associativo deveria ter mais reconhecimento social. A tarefa, levada a sério, não é fácil.

Luís Gonçalves

One thought on “Dança de cadeiras”

  1. Quando abri a notícia estava a espera de ver alguns nomes de ciclistas que se especula nessas mudanças e das equipas também … se souberem de confirmações ou especulações , gostava de saber … Abraço

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