Vuelta : Continentais espanholas em baixo

É abismal, diremos mesmo caricata, a diferença competitiva que existe nesta Vuelta entre o nível das formações World Tour e as Continentais profissionais espanholas que por cá andam. O panorama é mesmo desanimador.

Na geral individual o melhor ciclista da Caja Rural está na 42ª posição a mais de 47 minutos do leader, e o melhor do Burgos está em 57ª a mais de uma hora da frente da corrida.

Na Volta ao Algarve, em que participam algumas das principais equipas World Tour, as equipas portuguesas dão uma réplica muito mais consistente, mas apesar de tudo, são alvo de muitas criticas, por parte de alguns jornalistas e de muito público. Os portugueses conseguem lugares entre os os quinze primeiros, batem-se nas etapas com muito mais nível competitivo e com resultados, mais compatíveis , face às expetativas esperadas. E é bom recordar que as equipas portuguesas pertencem ao patamar mais baixo da escala da UCI.

Em termos orçamentais, as portuguesas cujo orçamento máxima de equipas como a W52 e a Efapel, por exemplo, andarão pelos 500 mil euros, contra cerca de dois milhões e meio das formações Continentais profissionais e de 15 milhões mínimo das equipas World Tour.