” Só esperamos é que, quem de direito, saiba aproveitar esta onda

Regressaram a Portugal transformados em os novos heróis do ciclismo, e porque não do desporto português. A emoção transbordou ondas de entusiasmo, numa altura cinzenta da vida de qualquer cidadão.

João Almeida e Ruben Guerreiro deram alegria ao povo, deram-nos esperança de que algo pode mudar. Uns vestiram-se de rosa, outros começaram a seguir diariamente o Giro, e muitos começaram pela primeira vez a ver em direto, na televisão , uma prova de ciclismo.

A onda ultrapassou barreiras, os jornais escreveram, não só de coisas menos boas do ciclismo, e entenderam que a modalidade tem um público fiel, que segue diariamente e avidamente as suas notícias. Afinal, o ciclismo faz vender e aumentar as audiências, com a Eurosport a ganhar cada vez mais projeção, não à custa do futebol, mas do ciclismo, do snooker, do ténis, do esqui e de tantas outras modalidades bonitas, que o povo não conhece.

Não nos lembramos que ao longo dos anos, outra modalidade tenha tido, no seu passado, uma onda de entusiasmo, carinho e envolvência, como o teve quando Alves Barbosa foi décimo no Tour, quando Agostinho lutava pelos primeiro e ganhava etapas no Tour, quando Acácio da Silva tinha aqueles flash no Tour e no Giro, quando Rui Costa foi campeão do mundo e, agora quando João Almeida lutou 15 dias com a maglia rosa, e quando Ruben Guerreiro terminou com o jersey azul no deu dorso.

O povo vibrou, seguiu como o Luís Gonçalves disse no seu artigo, a telenovela do Giro , só esperamos é que, quem de direito, saiba aproveitar esta onda.