Giro, Tour , Vuelta e…Volta a Portugal

O Giro como todos sabemos é a Volta mais dura em desnível e com as Montanhas mais difíceis, como o Caso dos Dolomitas neste caso o Stelvio. Atualmente as maiores diferenças nos percursos montanhosos sucedem-se numa escalada prolongada , na maioria dos casos com tempos superiores a uma hora de duração.

O Stelvio é imponente, o mesmo se passando com a Serra da Estrela . Mas para realmente separar os puros escaladores e dos que se defendem na Alta Montanha , é necessário uma etapa com mais de 180 kms com várias contagens de montanha, antes da subida final ou seja uma etapa com um desnível superior a 5000 metros.

Ora isto acontece no Giro, na Vuelta no Tour onde anualmente há uma preocupação pela procura de novos trajetos, novas montanhas, novas subidas por outras vertentes da mesma montanha o que representa um novo atrativo para prova.

E em Portugal, será assim ? Os percursos repetem-se, na Volta ao Algarve, invariavelmente com o mesmo figurino, e na Volta a Portugal, há primeiro pouca alternância na entrada de novas cidades , nenhumas novas subidas e trajetos pouco aliciantes, quer do ponto de vista competitivo, quer espetacular. Os percursos são, regra geral, mal desenhados, copiados de ano para ano, sem inovações e sem qualquer imaginação, num autêntico copy e past, o que traz alguma monotonia à competição e promove um status quo que valoriza a hegemonia dos mesmos ciclistas.

Vejamos em concreto o caso da Serra da Estrela e as várias possibilidades que existem, para várias escaladas por vertentes diferentes, algumas delas a poderem serem incluídas numa só etapa.

A VERTENTE mais dura da Serra da Estrela é sem duvida alguma por Casal do Rei Cabeça. Perguntamos porque é que esta esta vertente da Serra da Estrela nunca foi percorrida em competição? A vertente paralela por Vide, também bastante dura, não se sobe desde 2013.

Vila Cova à  Coelheira    https://ridewithgps.com/routes/28937232?beta=false

Vide   https://ridewithgps.com/routes/28935630?beta=false

Casal do Rei-Cabeça  https://ridewithgps.com/routes/28935624?beta=false

Sandomil  https://ridewithgps.com/routes/28935646?beta=false

Unhais da Serra  https://ridewithgps.com/routes/29165495?beta=false

Vale Glaciar  https://ridewithgps.com/routes/29165518?beta=false

Seia https://ridewithgps.com/routes/28846100?beta=false

Covilhã    https://ridewithgps.com/routes/28935460?beta=false

LC e JS




4 thoughts on “Giro, Tour , Vuelta e…Volta a Portugal”

  1. TEM TODA A RAZÃO, DE FACTO, A VOLTA PRECISA DE UMA RENOVAÇÃO. É NECESSÁRIO TRAÇAR NOVOS PERCURSOS PARA DAR A ESTA PROVA UMA NOVA PERFORMANCE.

  2. O percurso de uma prova como a Volta a Portugal terá que apostar em mais autarquias, promovendo a alternância de itinerários. Damos um exemplo de como existe alguma falta de imaginação: penultima etapa da Volta , Caldas da Rainha- Torres Vedras, a organização poderia incluído no seu itinerário subidas como o Montejunto, Ereira, Carvoeira, ou então promover três voltas no habitual circuito de Torres Vedras, com as subidas do Varatojo e Serra da Vila. Isto é um exemplo, simples de como se pode fazer etapas diferentes.

  3. Presumo que o factor a ter em conta aqui é o financeiro.
    A organização da volta a portugal vive de patrocínios e apoios das autarquias.
    As autarquias que apoiam o ciclismo, querem que as etapas passem por lá. Tal como a organização da prova tb pede apoio às autarquias por onde tenciona q prova passe…
    Conclusão…. Na minha opinião o trajeto final da prova nao é o que a organização deseja, mas sim o que é possível mediante as circunstâncias.
    Se estiver errado corrijam.me…..

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