José Mendes lidera Liberty Seguros no Circuito de Lorraine

O jovem José Mendes vai ser o chefe-de-fila da Liberty Seguros para o Circuito de Lorraine, prova internacional francesa, que de disputa de amanhã até domingo. “O José Mendes está a atravessar um bom momento e vamos dar-lhe uma oportunidade”, revelou o director-desportivo da equipa portuguesa, Américo Silva, em declarações ao Jornal Ciclismo. Além do jovem minhoto, a Liberty Seguros será representada por Manuel Cardoso, Rubén Plaza, António Jesus, Carlos Nozal, Ricardo Vilela e Vítor Rodrigues, que se estreia em 2009, depois de uma lesão sofrida na pré-temporada.

A corrida francesa é composta por cinco etapas em linha, num total de 826 quilómetros. Praticamente todas as ligações apresentam subidas pontuáveis para o prémio da montanha, muitas delas perto da meta, o que potenciará ataques e, provavelmente, fará desta competição uma prova muito aberta. A equipa portuguesa quer estar na discussão dos postos cimeiros. “Temos sempre a mesma postura, tanto em Portugal como no estrangeiro. Temos ciclistas com valor para disputar qualquer tipo de competição e temos vindo a prová-lo desde Janeiro, quando iniciámos a época no Gabão. A Liberty Seguros tem estado na discussão de todas as corridas desde então e o Circuito de Lorraine, que se prevê bastante duro, não será excepção”, afirma Américo Silva.

As hostilidades abrem com uma viagem de 153 quilómetros entre Metz e Longwy. Pelo caminho há duas contagens de montanha de terceira categoria e duas de segunda, a última das quais a menos de 10 quilómetros da meta. No dia seguinte o percurso será de 162,5 quilómetros, entre Briey e Commercy. A exigência estará presente, através de uma contagem de montanha de primeira, outra de segunda e duas de terceira, uma delas a 12 quilómetros do final.

A terceira tirada pode considerar-se como etapa-rainha. É a mais extensa das ligações, 198 mil metros de Pagny sur Moselle a La Bresse. O gráfico da orografia acusa vários topos, correspondentes a uma contagem de terceira, uma de segunda e três de primeira categoria, com uma destas a distar apenas 4 quilómetros do risco de meta. Depois da tempestade talvez venha a bonança, já que a quarta etapa é, teoricamente, a mais suave de todas. São 147,5 quilómetros entre Bruyeres e Forbach. As subidas pontuáveis resumem-se a uma de terceira categoria. O final da competição dá-se com uma tirada de 165 quilómetros que une Rombas a Hayange. Dois prémios de montanha de segunda e outros tantos de primeira endurecem a prova, embora longe da meta.

A Liberty Seguros terá a companhia de mais 17 equipas, entre as quais se destacam as ProTour francesas Ag2r, Bbox Bouygues Telecom, Cofidis e Française des Jeux. Os blocos Continental Profissional da Agritubel, da Diquigiovanni-Androni Giocattoli, da LPR e da Topsport Vlaanderen também são forças de respeito. Além destas, as formações continentais gaulesas querem dar nas vistas, pelo que adivinha uma corrida emocionante e aberta.

No ano passado, a representação do ciclismo português no Circuito de Lorraine esteve a cargo da Fercase-Paredes Rota dos Móveis. O saldo foi positivo, com uma vitória de etapa para Eladio Jiménez, sétimo da geral final, vencida pelo francês Steve Chainel (Auber 93).