os portugueses são mesmo guerreiros

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Escrever mais, do que aquilo que já foi publicado, lido, relido e aplaudido por uma legião de adeptos da modalidade, que regozijaram, hoje, com um dos dias mais importantes do ciclismo nacional, só apenas comparável aos grandes feitos de Joaquim Agostinho no Tour.

Ruben Guerreiro foi o mais tático de uma fuga a seis, João Almeida o mais sofredor para conseguir manter a túnica rosa, e o certo é que os dois ciclistas juntos, comandam três das mais significativas classificações do Giro: Ruben a montanha, e Almeida a juventude e a geral. Teremos tido, num passado próximo e até longínquo um dia tão positivo para o ciclismo nacional ?

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No triunfo de Guerreiro está tudo visto, falado, a sua sagacidade em saber esperar, não se desgastar desnecessariamente, acompanhando os movimentos dos seus colegas de fuga. aproveitando sempre a roda de um deles. e resistindo a um dos melhores ciclistas dos últimos tempos. É verdade, Castroviejo tem sido um dos ciclistas mais influentes e esforçados da Ineos, e talvez vistas as coisas, pelo lado da imparcialidade, talvez fosse o que mais merecia ganhar. Mas entre o merecer e o ganhar, há por vezes uma grande diferença, e hoje isso ficou bem demonstrado em vários fatores, dos quais o que mais ressaltou, foi um certo menosprezo dos seus colegas de fuga, que pouco se importaram com o português, no entanto naquele tipo de chegada, e com os ciclistas que lhe faziam companhia, Ruben Guerreiro seria o vencedor .

A grande lição de hoje, no triunfo de Ruben Guerreiro foi exatamente isso, a sua sagacidade e superioridade tática em relação aos seus adversários e, nisto, desculpem-me os portugueses são melhores e estão uns furos acima deste ciclismo World Tour, de andar para a frente sem olhar a quem. Pois bem, hoje, ficaram a olhar para o navio.

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Quanto ao João Almeida vai-se defendendo o melhor que pode e nestes momentos tem a seu lado o inseparável Fausto Masnada para o que der e vier, mas que está com um olho no colega e na sua classificação, não nos esqueçamos que é 12º na geral. Sofreu bastante, nos últimos mil metros mas este Giro está muito amputado em nomes de grande valor. Depois da saída forçada de Gerain Thomas e Simon Yates, do desatino de Kruijswijk restam muitos poucos nomes e o mais plausível de todos, Vincenzo Nibali, ainda não deu um ar da sua graça.

O Giro tem amanhã o dia mais importante para todos os ciclistas. Não . o dia de descanso poderá ser o dia dos tormentos se as coisas correrem mal ou da bonança se for como no Tour. Aguardemos, para ver se as coisas correm ou vão alguns de malas aviadas para casa mais cedo.

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