Hospital de campanha…

A Volta a Portugal teve, ao longo da sua duração, alguns pontos de excesso. tal como os teve, por exemplo, Passos Coelho, quando ultrapassou as exigências da troika, obrigando o nosso povo a esforços suplementares. Aqui, também nos parece que se passou um pouco a mesma coisa.

Havia, ao que sondamos, algumas ameaças de que as coisas teriam de correr bem, senão vinha cá alguém da DGS, e acabava com a Volta a Portugal. Os portugueses são ordeiros, cumprem com as determinações, e por isso, a Volta foi um exemplo neste capítulo, com excessos, e com muitas dificuldades de trabalho, em especial para os jornalistas. Pensamos mesmo que havia uma psicose, ou de querer mostrar algo que era evidente, e que os estrangeiros pouco habituados a este rigor se interrogavam.

Ninguém falhou, tudo foi cumprido conforme solicitado, e por isso todos devemos estar satisfeitos com o êxito da Volta a Portugal, e com a bolha a funcionar em pleno, numa clara demonstração de que todas as pessoas desta Volta a Portugal foram altamente responsáveis

Voltando à DGS , sigla que nos deixa más recordações, é que são uns autênticos ignorantes em matéria desportiva, menosprezando uma das atividades mais salutares para os cidadãos, em especial os jovens. No norte, uma equipa de andebol deu teste positivo ao Covid com um jogador. Houve necessidade de recorrer a uma parecer para saber como agir, e a Delegada de Saúde desconhecia o que era andebol, se era jogado com a cabeça ou com a barriga, mas era ela que decidia, bem ou mal, com conhecimento ou sem ele.

Há qualquer coisa que não funciona bem na DGS em termos desportivos. É imperioso a criação de um grupo de trabalho, com pessoas conhecedoras da realidade desportiva, com a colaboração do Comité Olímpico, medidas tomadas por especialistas em medicina desportiva, que pudessem ser um grupo consultor e de apoio da DGS. Do lado de lá, José Manuel Constantino, responsável máximo do COP, já alertou para a situação.

Atualmente a DGS trabalha mais como Direção Geral de Segurança do que de Saúde. No desporto não se morre da doença, morre-se da cura, criando-se um novo estilo de jovens obesos e que no futuro serão potenciais doentes cardíacos e dos diabetes. Proibir a prática desportiva nos escalões de formação, por exemplo, é mais fácil do que prevenir.

Entretanto, aqui na Volta, vinte médicos acompanham a corrida diariamente . Tomaram muitos hospitais terem , neste longo fim de semana, vinte médicos na sua escala de serviço.

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