Mais um dia

Serra da Arrábida. Entre magníficas paisagens era uma subida, previsivelmente, para ser disputada pelos principais protagonistas da geral. Novidades, para além da merecida vitória de António Carvalho (Efapel), a retoma da camisola vermelha por Luís Gomes (Kelly/Simoldes/udo), tal como tinha sido escrito ontem por aqui.

Tem que haver de tudo, é a Volta possível, mas com etapas finais demasiadamente previsíveis. A animar, apenas, uma fuga com ciclistas bem pensados, mas a que o W52 nunca deu grandes veleidades. E isto sem necessidade aparente, aumentando o tédio.

Não fossem as variantes de zapping, que por estes dias nos proporcionam uma saudável overdose de ciclismo, e estes dias da Volta, para quem está habituado ao que é o ciclismo, seriam mesmo passados com algum tédio. Bem, mas com tédio ou sem tédio, vejo e revejo a transmissão na RTP! Enfim, tenho o defeito de acabar sempre por encontrar pormenores de interesse.

Por Setúbal, lembremos o Vitória Futebol Clube, afundado em problemas, mas com um símbolo que não esquece a roda da bicicleta. Tempos áureos no ciclismo até medos dos anos cinquenta do século passado e a grande figura de Oceana Zarco, a primeira mulher federada em Portugal, nos longínquos anos vinte, há cem anos.

Amanhã, previsivelmente, mais um dia, que pode voltar a ter os principais protagonistas do primeiro dia, no prólogo, porém, sempre, com a presença da equipa do costume. Mas, veremos.

Luís Gonçalves