Efapel atacou mas sem proveito no final

Costuma chamar-se de etapa de transição, aquelas tiradas que não são nem carne nem peixe, como a de hoje que tinha , alguns engulhos pelo caminho, em especial na abordagem ao planalto de Bigorne, e o vento que costuma caraterizar a passagem por esta zona. Bigorne já fica a uns consideráveis mil metros de altitude, descampado, foi palco em muitos anos de verdadeiros momentos de ciclismo.

Mas os ataques, porém, começaram mais cedo. A Efapel atacou que se fartou, mas acabou por não tirar nenhum provento dessas suas ofensivas, e teve ainda pelo caminho de resolver problemas delicados. Primeiro o abandono de Luis Mendonça, impossível a um ciclista correr num momento tão delicado da vida de uma pessoa. O seu estado de espírito não podia estar na Volta, e a nossa solidariedade, terá de ser grande para o valoroso ciclista. Depois, a queda de Tiago Machado, que o deixou um pouco combalido.

Do lado do FC Porto as coisas também não correram bem, quando Ricardo Mestre caiu e abriu o sobrolho. Demorou a recolar, e com o apoio do inseparável Samuel Caldeira conseguiu chegar ao pelotão. No palco onde se esperavam os grandes confrontos, em Bigorne o pelotão passou calmo, com uma fuga na dianteira, recompensando o labor dos homens da Caja Rural, muito ativos desde o início da etapa, e que mereceram o triunfo na etapa, porque foram objetivos e demonstraram, desde o início ao que vinham.

Na frente tudo na mesma, na traseira do pelotão um certo sufoco, para alguns jovens que tiveram muitas dificuldades para chegar a Viseu. O ritmo da etapa foi elevado, na primeira hora percorreram-se 45 kms, e isso deu cabo das pernas a muitos deles, que nunca mais recuperaram.

Amanhã, vamos ver como será a abordagem à Torre, onde os últimos fogachos serão lançados, falta saber, por quem.