Não foi épica, mas foi uma grande etapa

Não foi a etapa épica que todos esperávamos, mas foi mesmo assim, com todos os inconvenientes, deste malvado período que atravessamos, uma grande etapa.

Tal como tínhamos previsto, não é fácil fazer prognósticos com estes condicionalismos . Houveram ciclistas que treinaram em excesso, outros nem por isso, e o seu comportamento em prova refletiu-se. Não foram os nomes do costume, que nos habituaram a ver chegar na frente, num ritmo diabólico, mas muitos deles foram certinhos ao longo da subida, quer em termos individuais, quer coletivos.

Três nomes sobressaíram ao longo desta etapa, Amaro Antunes e Frederico Figueiredo, apostaram e levaram avante a sua empreitada, perante uma Efapel sem capacidade de resposta, e depois João Benta que atacou a meio da subida e ficou entre o grupo da frente e os seus perseguidores.

Pelo meio, ficou a estratégia da W52-FCP, igual à de anos anteriores, lançando Mestre e obrigando a Efapel a perseguir e a desgastar-se, bem como a RP-Boavista a ajudar à missa, embora sem se intrometer entre os dois. Na hora da verdade, contudo, os axadrezados deram ao pedal e posicionaram-se no seu lugar, em especial quando os percursos são duros.

Espera-se uma boa luta na etapa da Serra da Estrela . O pelotão é pequeno, as lutas fratricidas entre as equipas nacionais são mais acentuadas, a fazer lembrar os velhos tempos dos anos 90. Uma palavra também para as equipas estrangeiras, que estão a dar luta, mas ainda não compreenderam que o ciclismo em Portugal é um pouco diferente do que eles estão habituados.