Prémio da combatividade … sem prémio, pese a redundância

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É jovem, talvez por isso aventureiro, Marvin Schulen não perdeu pitada e arrancou, quase ao sinal do tiro de partida. Deu nas vistas, fez uma cavalgada louca de 160 kms, sozinho, chegou a ter oito minutos de avanço, colheu pouco para tanta parra. Venceu uma contagem do PM, as metas volantes que, se formos a ver bem as coisas não contam para nada, apenas para os pontos da camisola vermelha ( deveria ser verde mas é vermelha), reservada para os sprinters, onde Minali ,da Delko – Nippo, parece querer ser um dos candidatos ao triunfo.

O jovem esforçou-se, mais ninguém ousou aventurar-se, preferindo resguardar-se no pelotão, e aguardar pelo dia de amanhã. Ninguém quis ir à aventura, só o Marvin que, amanhã vai-se ressentir um pouco, da enorme cavalgada de hoje.

Foi o herói do dia, merecia e bem o Prémio da Combatividade, como o disse o Luis Gonçalves na sua crónica, mas pelos vistos, um dos mais importantes prémios do ciclismo, não existe neste Volta.