Tirreno-Adriático e o ressurgimento de Thomas

O Tour concentra-nos as atenções que mal damos pela realização de uma outra prova, de bom nível, muito ofuscada pela grandiosidade da maior prova mundial. Referimo-nos, como é óbvio ao Tirreno – Adrático onde os ciclistas que pensam no Giro, aí preparam a aquela que é considerada a segunda prova de impacto global.

Os melhores estão no tour, mas ainda sobram alguns ciclistas de grande qualidade que estão concentrados na prova italiana, que tem vindo a ser dominada pelos segundos planos do World Tour, homens como Simon Yates, o atual leader, Michael Woods, Wilco Kelderman, ou nomes mais sonantes como Fulgsang , Nibali e os britânicos Thomas e Froome.

Curiosamente são os segundos planos que mais têm dado nas vistas, Woods, Masnada, Yates, Majka, mas há um homem começa a sair da sua zona de conforto. Referimo-nos a Geraint Thomas, que tem estado sempre presente nos momentos decisivos da prova. Não ganha, mas está lá, como que querendo justificar que a sua presença no Tour, como co-leader de Bernal seria uma grande mais valia para o colombiano , mas muito em especial para a sua equipa, cuja desastrosa agenda de contratações para esta temporada, na qual se enquadrou Giuseppe Acquadro, o manager italiano, remeteu a Ineos para uma equipa vulgar. Na verdade, Carapaz ainda está longe do valor de Thomas, por exemplo.

Mas se Thomas tem dado boas referências, o mesmo não podemos dizer de Nibali, muito discreto, ou até de Fulgsang que estará, porém, na prova para descomprimir um pouco, depois de uma época algo pesada . Já de Froome, nem é bom falar…Sem grandes nomes, é certo, o Tirreno-Adriático serviu a contento como excelente antecâmara para o Giro, onde os favoritos não andarão muito longe destes nomes.