Os holandeses têm todas as condições para marcarem uma época como o fez a Sky

Roglic e Pogacar estão fazendo coisas de ouro: esse é o tamanho do estrago com os outros favoritos do ranking
Um bom entendimento entre dois eslovenos: Roglic e Pogacar . Foto: AFP

A aliança eslovena funcionou em pleno na etapa, bem melhor que l’entente colombiana, que nos parece mais soft e menos consistente. Roglic mostrou nesta altura ser o homem mais forte. Pogacar não foi capaz de fazer diferença e terminou no limite. Quem acabou por perder tudo foram os franceses, Martin por falta de pernas e Bardet por uma queda que o limitou, e atirou Mollema para fora da corrida.

Relatório da décima terceira etapa Tour de France: muito forte Martinez rola BORA hansgrohe, Roglic coloca Bernal em uma desvantagem maior

Mas a etapa de hoje, teve duas corridas e ambas emocionantes. De um lado Dani Martinez a mostrar a sua raça e derrotar dois homens da Bora, Schachmann e Kamna, puxando sozinho os últimos kms e tendo reservado forças para se impor num mano a mano com Kamna. Depois, cá atrás a corrida propriamente dita. Uma corrida que enganou. Primeiro porque a Ineos puxou que se fartou, foi a responsável por fazer a seleção do grupo, onde ficaram cerca de 15 ciclistas. Quando Carapaz atacou pensava-se que finalmente ia sair um coelho da cartola, mas foram tiros com pólvora seca. Carapaz saiu de cena e, quando a Jumbo passou para a dianteira os problemas foram muitos para Bernal que acabaria por ceder, na ultima contagem do PM, no local onde ontem ele afirmou que ia estar bem.

Neste momento, as perdas são enormes para o colombiano, que está praticamente a um minuto de Roglic e, mais grave, passou para o terceiro e amanhã alinhará com a camisola da sua equipa, dado que a branca já é de Pogacar.

No chamado grupo dos melhores, logo a seguir esteve Richie Porte. O australiano este ano está forte, há que contar com ele, face às limitações de Landa, Quintana, Angel Lopez e dos restantes. É certo que este tipo de subidas não são muito a contento dos colombianos, pese embora o triunfo na etapa de Martinez, que preferem subidas longas e menos acentuadas, em que o desgaste vai eliminando adversários. Restam os Alpes, mas não vemos “lura de onde saiam coelhos“. A Jumbo está muito forte, diríamos mesmo são intocáveis , e em termos de futuro, esse é deles. Na verdade, não se vislumbra na Ineos, um ciclista e equipa para se lhes fazer frente. Os holandeses têm todas as condições para marcarem uma época como o fez a Sky.