Análise : – ” o belga deu razão a quem já o considera o melhor ciclista do mundo”

No ciclismo dos milhões, já nos fartarmos de o dizer, as inabilidades táticas são demasiado evidentes. Hoje, ao longo da tirada assistiram-se a momentos pouco compreensíveis. vejamos alguns deles:

  • Um ataque extemporâneo de Julian Alaphilippe, ridículo, pois depois do seu ataque, sentou-se e não foi capaz de seguir o grupo dos melhores.
  • A passada louca da Jumbo-Visma que terminou com Roglic a ser o único ciclista da equipa a chegar incluído no grupo da frente, perdendo Tom Dumoulin, e cujo trabalho redundou em fracasso para a sua própria equipa.
  • A perseguição da Ineos a Pogacar, quando tal tarefa deveria cumprir a Roglic, que já estava sem companheiros. Se a intenção era defender a camisola branca de Bernal. muito mal vai a Ineos, a quem apenas serve o triunfo no Tour.
  • O ataque sem consequência de Guillaume Martin, na parte final da corrida, desgaste sem qualquer compensação.
  • A fragilidade de Tibaud Pinot foi, mais uma vez, demasiado evidente, arriscando-se a ser riscado do mapa dos grandes candidatos a qualquer prova.
  • O “desconsolo” de ver como é possível descer tão mal, como o caso do russo Zakarin da CCC,
  • A Ineos foi muito fraca, no dia de hoje. Quem se deve estar a rir é, com toda a certeza é Froome, mas em especial Geraint Thomas. Mostrou ser uma equipa sem soluções e, pese a redundância ” uma equipa sem equipa”.
  • O abandono do Tour por mais quatro ciclistas: Nizzollo, Diego Rosa, Calmejane e William Bonnet.
  • No sentido inverso, realce para a tentativa da Movistar na sua luta pela classificação coletiva, que lhe deu a subida ao terceiro lugar.
  • O ataque oportuno de Pogacar, que apesar de jovem, foi o mais clarividente na etapa de hoje. Atacou por duas vezes. à primeira teve resposta, mas à segunda nunca mais ninguém lhe pôs o olho em cima .
  • Bardet lutou e quase ia conseguindo o sonho de vestir a amarela , quando atacou já quase no último km. Guillaume Martin foi um dos responsáveis pela sua neutralização.
  • A sobriedade de Quintana, dando a entender que a experiência pode ser fundamental, nos momentos decisivos, como os de hoje, em que foi o único que respondeu a Roglic, no Peyserourd.
  • A defesa de Benoit Cosnefroy da liderança e manutenção da camisola da montanha.
  • Por último, talvez hajam mais, mas o papel de Van Aert , como ajudante de Roglic foi impressionante. O belga está a mostrar que pode ser um autêntico todo terreno, dando razão a quem já o considera o melhor ciclista do mundo.