Que etapa!!! Van der Aert que ciclista !!!

Foto: ASO

Wout van Aert venceu a sétima etapa do Tour, em Lavaur. Depois de um forte ataque da Bora-hansgrohe o que fez com que, praticamente desde o início da etapa, o andamento do pelotão tenha sido sempre muito forte, partindo o pelotão em vários grupos. Como normalmente acontece nestas situações, há sempre derrotados . Todos os favoritos não perderam o contacto com o pelotão no ataque da Bora, apenas Daniel Martinez, vencedor do Critérium du Dauphiné, não conseguiu fazer parte do grupo.. Mas o colombiano da EF Pro Cycling já tinha perdido mais de quatro minutos antes. Quando o pelotão se partiu novamente em dois na parte final da etapa , na sequência de uma bordure da Ineos, Tadej Pogacar, Mikel Landa e Richie Porte foram surpreendidos. Richard Carapaz ficou para trás devido a um furo. Quando cortaram a meta viram hipotecadas muitas esperanças ao perderem 1’21 ”.

Wout Van der Aert é cada vez mais um nome a ter em conta, seja em que situação for e, hoje, venceu de forma surpreendente, embora sem grandes sprinters a incomodá-lo, beneficiando dos azares de Julian Alaphilippe e Peter Sagan, ambos com problemas mecânicos no sprint. O francês com um salto de andamentos e Sagan com a corrente a sair da pedaleira.

Foi pena, depois do trabalho fantástico dos meus companheiros de equipa, não ter conseguido discutir a etapa. Em 2013 fizemos um trabalho parecido, mas nesse dia acabei por ganhar. Hoje apesar de tudo acabei por ter alguma sorte, pois podia ter caído. A corrente saltou.me depois de ter batido contra alguém e pedalei duas vezes em falso.” – palavras do novo camisola verde.

Já Van der Aert estava ” nas nuvens”. ” Seria uma vergonha senão fosse sprintar num grupo tão pequeno. Um sprint perfeito. Antes da partida era quase impensável que poderia ganhar a etapa. Foi uma bela surpresa.” Com dois triunfos o belga foi o único a bisar.

Não se pode considerar que ninguém tenha perdido o Tour hoje, mas perder mais de um minuto, como o caso de Pogacar, Landa e Porte limita muito as suas possibilidades futuras. Neste ciclismo moderno, perde-se mais tempo numa etapa a rolar, em que não se está no sítio certo no momento decisivo, do que em etapas de montanha, em que os favoritos normalmente ganham segundos. Mas uma prova por etapas é isto mesmo: para além de uma prova de resistência, todos os dias há possibilidades de um ou mais favoritos irem ficando pelo caminho, vitimas de azares, de má colocações, de insuficiência física.