Alaphilippe perde amarela no dia da consagração de Van der Aert

Faltavam apenas 17 kms para o final da etapa que, diga-se em abono da verdade foi pouco interessante e monótona , quando Julian Alaphilippe em pessoa estendeu o braço para um auxiliar da sua equipa que tinha um bidon para entregar. Este, sem duvida, foi o facto mais saliente da tirada de hoje, pois na sequência deste bidon viria no final uma penalização para o camisola amarela de 20 segundos e a consequente perda do maillot de leader.

Um erro crasso, do ciclista, mas em especial da equipa, mais a mais tratando-se de uma equipa de milhões, em que os erros não devem existir. Os auxiliares das equipas são muitos e nem todos saberão o regulamento que impede entrega de bidons a menos de 20 kms da meta, salvo em casos excecionais devidamente informado pelo presidente do Colégio de Comissários.

Bom ,penalizações à parte, que empurraram Adam Yates para a liderança da corrida, esta valeu pelo sprint de Wout Van Aert que não perdeu a oportunidade dada pela sua equipa, para poder descansar durante a tirada e sprintar no final, e pelo bom trabalho da Sunweb , na preparação do sprint para Cees Boll e que quase deu frutos. O holandês foi segundo, à frente de Sam Bennett que tirou a camisola verde a Peter Sagan, muito regular, mas sem a explosão de anos anteriores. O ciclista da Bora está a ter, este ano, uma forte concorrência na discussão pela segunda camisola mais famosa do Tour.

Quanto ao resto, uma jornada para esquecer , pouco ritmo, muita conversa entre ciclistas, e só a parte final animou um pouco, devido ao vento.

Com a penalização, Julian Alaphilippe desceu para a 16ª posição, sendo agora mais difícil a sua entrada no grupo dos melhores do Tour, e lá se foram as alegrias dos franceses que viam no ciclista da Deceuninck uma espécie de D.Sebastião, capaz de salvar a honra do convento de todo uma nação.