No duelo entre rivais, a Jumbo está melhor … mas há que desconfiar da Ineos

O Tour de l’ Ain foi o tubo de ensaio para o Tour e, verdade seja dita, serviu a contento para todos os quantos pensam em discutir o Tour que, em abono da verdade estavam lá praticamente todos. Neste primeiro round a balança pendeu para o coletivo impressionante da Jumbo-Visma que ao longo das três etapas mostrou estar uns degraus bem acima da rival Ineos.

O domínio da Jumbo traduziu-se na notória fragilidade do coletivo britânico, que não foi capaz de ripostar de igual para igual, embora na derradeira etapa o tenha tentado fazer, na ultima escalada da etapa, rumo à meta, falhando ainda faltavam cerca de seis kms, ao deixar Bernal sozinho. A Jumbo venceu, mas a sua supremacia não foi assim tão evidente em termos de resultados e ganho significativo de tempos. Bernal perdeu duas vezes para Roglic, mas apenas em vantagens que nunca foram superiores a quatro segundos.

Pode-se tirar ainda deste primeiro acerto de contas, que a Ineos ainda tem um mês para olear a máquina, colocar Thomas no seu melhor e esperar que Froome ganhe um lugar na equipa, o que parece ser cada vez mais uma hipótese, dada a humildade patenteada pelo britânico, que não se negou a trabalhar para Bernal, quando este necessitou. Enquanto a Jumbo parece já estar no seu melhor, o que pode ainda ser um pouco cedo, a Ineos caminha para isso, a que não será alheio uma maior experiência, mas sobretudo, um melhor conhecimento da Sky de anos anteriores do que é o Tour, o seu grau de exigência e o enorme dispendio físico e psicológico da última das três semanas. Talvez por isso, a Ineos esteja no melhor caminho, mas que nunca em anos anteriores teve uma oposição assim tão forte, isso é bem verdade.