Porque não há trabalho de seleção nos escalões de formação ?

Num período morto de mais de quatro meses sem competições, competiria ao corpo técnico da Federação portuguesa de Ciclismo puxar pelas ideias, aproveitando para animar equipas e ciclistas dos escalões de formação, com particular incidência, no escalão sub-23.

Já se tem reparado em várias situações, que a FPC está mais lesta em desenvolver atividades no escalão profissional, promovendo seleções de ciclistas que correm no estrangeiro, para lhes dar oportunidade de correr, no nosso país, quando não têm corridas no exterior. Não sabemos concretamente qual a principal motivação/objetivo destas pseudo seleções: se tirar proveito próprio como qualquer outra equipa nacional, colocando-se no mesmo patamar, junto dos seus patrocinadores, ou outro qualquer que não descortinamos. É de notar, porém, que no plano interno, raramente a FPC tem a mesma preocupação em apresentar verdadeiras seleções de ciclistas nacionais do escalão sub-23, o que lhes poderia proporcionar a possibilidade de competirem em muitas provas em que as suas equipas não podem estar presentes, face à categoria da prova.

Neste longo período de pandemia, justificava-se e seria de exigir que a equipa técnica da FPC tivesse promovido várias concentrações/ estágios do escalão sub-23 e até junior. Concentrações de grupos de dez ciclistas, por um período de uma semana, no seu Centro de Estágio da Anadia . Só num mês poderiam testar, selecionar, aperfeiçoar e aconselhar cerca de 40 ciclistas. Mas , mais do que isso, dariam a estes jovens uma vontade de acreditar no futuro e continuar a trabalhar, dando-lhes motivação e uma razão para a sua continuidade desportiva.

Afinal a FPC tem agora nestes tempos tudo ou quase tudo: um Centro de Estágio, técnicos, viaturas, centros de formação, só não têm é atividade há muito tempo…