Assim não vamos lá…

Talvez o título seja demasiado contundente, mas reflete, contudo, a enorme frustação que o adiamento do Prémio de Torres causou, nas equipas, nos ciclistas e no público que esperava ver finalmente uma prova de ciclismo digna desse nome.

A desculpa é um pouco ligeira. Com um pouco de vontade, de confiança a prova poderia e deveria ter-se realizado. Um caso de Covid, a possibilidade de um ou dois elementos poderem ter sido contagiados, não nos parece razão de fundo para tão drástica decisão. Num jogo recente de futebol , um jogador foi retirado do banco de suplentes depois do seu resultado ter dado positivo ao Covid e o jogo decorreu e dentro de toda a normalidade.

Houveram despesas já feitas de todos os lados e a própria FPC dispunha-se a complementar a possível ausência de alguns elementos da organização, assegurando a realização da prova. Assim não se entendeu e esta decisão poderá ter consequências muito negativas para o futuro que se aproxima.

Acima de tudo, acentuou a descrença, a desconfiança, mas também serviu para avaliarmos a fragilidade com que é gerido o ciclismo profissional em Portugal. A sua ligeireza, o amadorismo com que é dirigido, a falta de uma legislação de obrigações e deveres, que parecem apenas destinadas a serem cumpridas sempre pelos mesmos. Acabamos como começamos : assim não vamos lá.

1 comentário a “Assim não vamos lá…”

Os comentários estão fechados.