Torres Vedras corrida de ciclistas e de … médicos

As equipas de ciclismo deveriam estar hoje a preparar-se de malas aviadas rumo a Oliveira de Azeméis, para a disputa do Troféu Bruno Neves, numa sequência de duas competições que se disputariam no fim de semana.

As provas foram anuladas, para desespero dos dirigentes da Escola de Ciclismo Bruno Neves, depois de pareceres negativos das entidades responsáveis. É verdade, falta um Hermínio Loureiro no concelho, um homem do desporto que veria o problema por outro prisma.

Não está fácil, por isso, cada vez mais é de aplaudir os audazes que conseguem colocar na estrada uma prova de ciclismo, como está previsto acontecer com o Prémio de Torres Vedras, onde uma equipa de voluntários consegue colocar de pé, uma competição de grandes raízes na região, este ano com dificuldades acrescidas. Uma competição que terá cerca de 90 ciclistas, cerca de 60 elementos do staff das equipas, 10 comissários, cerca de 15 motos da GNR e um pelotão de cerca de 20 médicos. É discutível e, talvez, até pouco oportuna a presença de tanto médico numa prova.

O ciclismo tem alguns contornos diferentes de todas as outras modalidades desportivas, por isso mesmo os médicos que a organização terá de ter em prova, seriam mais que suficientes: 4 médicos da DGS, um enfermeiro da DGS , dois médicos da prova e um enfermeiro a que se irá somar mais outros tantos médicos, quanto o número de equipas. Um exagero, que naturalmente, asfixia, a entidade organizadora e as equipas.

Ainda em relação a este ponto, no aspeto sanitário, saliente-se a obrigatoriedade de toda a caravana efetuar testes Covid , antes da competição, mais um custo elevado, o que talvez explique o árido deserto de provas de ciclismo. Entretanto, ali bem perto, os comboios continuam apinhados de pessoas, umas em cima das outras, os autocarros idem aspas e a distancia, dita social, fica reduzida a centímetros.

Voltando à prova, e com o apoio de Luis Correia apresentamos o perfil das duas etapas e o grau de dificuldade da ultima ascensão da prova, no alto do Carvoeiro, uma subida curta, íngreme e que deverá fazer a seleção natural. Uma prova que terá nas bonificações um pormenor importante, e talvez fosse mais desportiva se fosse disputada por sistema de tempos, como ó óbvio mas com desempate por pontos.

Na linha de favoritos os ciclistas do costume, mas em tempo de pandemia, os nomes poderão ser outros, numa prova que, quer se queira quer não, é das mais tradicionais e seguras do nosso ciclismo.

1ª etapa
2ª etapa