Afinal haverá Volta ?

Reiniciada a temporada, as atenções viram-se agora para a Volta. Afinal, haverá Volta ou não ?

As opiniões dividem-se, no seio da caravana, com muitas pessoas a duvidarem do interesse do Podium na sua realização, e na pouca eficácia da FPC, na gestão do problema. Uma coisa é certa, o mais difícil já foi conseguido, a autorização do Governo e o ciclismo e os seus dirigentes ficarão numa situação complicada, caso a prova não se venha a realizar.

Como entidade fiscalizadora, competiria à FPC acompanhar todo o processo de realização da prova, com reuniões periódicas com a entidade organizadora, de forma a não ser surpreendida com situações de última hora, como parece ter sido o caso, pelo menos este ano. O percurso para a versão original foi atrasado, as reuniões com as autarquias tiveram um grande impasse, a apresentação da realização Volta foi feita de uma forma demasiado informal, diremos que até para a grandeza da prova, foi feita em cima do joelho .

As infelizes declarações do presidente da CM de Viana do Castelo acenderam o rastilho, para que outras edilidades o imitassem e foi tudo em cadeia. Uma primeira pergunta: essas autarquias já foram substituídas por outras, na conceção de um novo percurso ?

Procura-se uma nova data, com o tempo a passar e as respostas a não surgirem. Espera-se pela aprovação de uma nova grelha para a RTP, espera-se por isto e por aquilo, mas a Volta não há meio de se confirmar, e faltam muitos pormenores : falta um percurso que não é desvendado ; falta a intervenção do Governo junto das autarquias ; faltam datas , mas sobretudo falta a sua confirmação.

O Prémio Jornal de Notícias que tinha data final marcada para 5 de outubro, poderá ser alterado, se a Volta vier a terminar nesta data. Um outro pormenor de não somenos importância, prende-se agora que foi prematuramente iniciada a reabertura da temporada, com a ausência de competições durante o período compreendido entre 20 de julho, data final do Prémio J.Agostinho e a possível data de realização da Volta. Sobre o assunto, a FPC mantém-se muda e queda não apresentando um calendário alternativo que se impunha já deveria ter sido apresentado.

Com uma FPC sem grandes capacidades de responder ao alto desafio do ciclismo profissional, e sem uma estrutura profissional capaz de o reorganizar, as equipas e ciclistas profissionais definham, apesar deles próprios constituírem para a FPC a sua maior fonte de receita que, depois divide com outras áreas da modalidade, menos com esse mesmo ciclismo profissional interno.