É nos momentos difíceis que se vê a força de um Governo

Ainda não há luz verde para que o ciclismo possa avançar no que resta desta temporada, pelo menos o Governo, através da Secretaria de Estado do Desporto, mantém-se queda e muda, esperando decerto um de dois milagres: que a pandemia se extinga, ou pelo contrário se acentue. De um ou de outra forma, o parecer seria mais fácil, mas, contudo, é nos momentos difíceis, em que é preciso tomar decisões firmes, que se ” vê” a força dos nossos dirigentes.

A Volta a Portugal tem um percurso, delineado, definido e até balizado, o que de certa forma era esperado. Na verdade, não podia ser de outra forma, pois não seria, agora, em cerca de um mês que se iriam preparar todos os domínios da prova. Uma prova que terá apoio dos seus mais diretos e fervoroso sponsors, Banco Santander, Rubis Gas e Jogos Santa Casa todos eles de corpo e alma com a Volta, ou não fosse a Volta o evento mais tradicional , festivo e desportivo do nosso país .

Esta semana será, na opinião de muitos, decisiva, pensamos contudo que os sinais são positivos, com a DGS a emitir um parecer positivo e a apresentar algumas pequenas alterações ao Plano de contingência apresentado pela FPC, e que até o final deste mês de junho, ainda vamos a tempo. Convinha, contudo, como ontem aqui o Luís Gonçalves deixou bem vincado, que o Governo entendesse que a Volta a Portugal, não é o mesmo que organizar um campeonato de matrecos, ou até mesmo a final de uma Taça de Portugal. A Volta deveria ser olhada pelos nossos governantes como um dos eventos mais populares do nosso país, o único que consegue penetrar por todo o país e que, ao longo de quase uma centena de anos, criou raízes afetivas com o povo português e que a a sua organização é complexa e de uma grandeza ímpar no panorama nacional.