Volta: estarão todos a remar para o mesmo sítio

Uma informação posta a circular pela agência Lusa, dando conta de que o Secretário de Estado do Desporto se pronunciaria sobre a realização da Volta a Portugal,durante a realização do Prémio Joaquim Agostinho, colocou o mundo do ciclismo num estado de desespero.

Adivinhava-se que as palavras do Secretário de Estado foram desvirtuadas, ou desinseridas do contexto, pois naturalmente um dirigente político desta dimensão não poderia deixar em suspenso uma organização de um evento que teria apenas cerca de 10 dias para se organizar. A duvida foi desfeita hoje por Delmino Pereira, presidente da FPC que já esclareceu o assunto com o dirigente político, o que significa que teremos uma resposta, tão breve quanto possível.

Noutro contexto, no jornal A Bola são lançadas ideias, fundamentadas ou não, cuja publicação têm o condão de provocar a confusão, como aliás é apanágio, de quem pouco ou nada , tem a ver com o ciclismo, ora dizendo que a Volta será adiada, ora publicando que poderá baixar de escalão, situação que não ajuda e que, pelos vistos, terão sido obtidas na “fonte” habitual, onde o colaborador desportivo se inspira.

O que é verdade, neste momento, é que da Volta em si, pouco ou nada se sabe, com os seus organizadores remetidos ao mais absoluto e assustador silêncio. Esperemos que FPC e Podium consigam levar a água ao moinho, mas que sobretudo remem no mesmo caminho, e com o mesmo objetivo que é realizar a Volta a Portugal. Voltando ao tema de ontem, a comunicação ou falta dela, não dignifica um evento tão importante como a Volta a Portugal, notando-se que a sua promoção não tem sido cuidada nem sequer preparada.

Poderemos estar a puxar a brasa à nossa sardinha, mas a Volta a Portugal é, sem dúvida, o evento mais popular, tradicional e até cultural do nosso país, pelo seu passado e pela ligação afetiva ao povo português. Falta é saber, se algumas pessoas sabem disso .

JS