Comunicação ou falta dela, na origem das poucas notícias na Imprensa ?

As notícias de ciclismo não abundam no nosso país, não obstante estarmos a pouco mais de um mês da Volta a Portugal, cuja realização ninguém sabe se… sim ou não.

A comunicação nunca foi um tema muito bem tratado pelas altas esferas da modalidade, Podium e FPC incluídas. Primeiro porque não abundam, segundo porque não são aproveitáveis em termos de conteúdos. Se temos Volta ou não é um problema, mas concordemos que as notícias escasseiam. O percurso não se sabe, embora aceitemos que poderá ainda estar em fase de estudo, com algumas edilidades a anularem os seus contratos, o que torna difícil a sua concretização. Mas, haverá já etapas decididas, e como nada se sabe, há quem se “deite” a adivinhar, e quando assim acontece é porque haverá alguma luz ao fundo do túnel.

Dizem que haverá um C/R por equipas, dizem ainda das dificuldades de chegadas na Torre e Senhora da Graça, pela aglomeração de pessoas. Outros prognosticam que a composição das equipas será de seis elementos e que poderá haver uma seleção nacional composta por ciclistas que militam em equipas estrangeiras.

Esta meia dúzia de pontos, que se comentam no “bas found” da modalidade, naturalmente que só é possível pela tal falta de comunicação. Diz-se, contudo que não há fumo sem fogo. O que é certo é que, na ultima reunião entre a FPC e as equipas profissionais foi preconizado que nas provas a realizar, o C/R I cujo local, afinal não será Albergaria ( a Proteção Civil local não esteve de acordo com a iniciativa), alinharão cinco ciclistas , e que nas outras provas apenas sete ciclistas por equipa e, se possível os mesmos que irão alinhar na Volta, pelo menos foi sugerido, leva-nos a pensar que pensa-se pouco no ciclismo nacional e no seu desenvolvimento.

Lamenta-se, porém, que a FPC e a Podium não tenham posto em cima da mesa a possibilidade da presença de uma seleção nacional, mas… composta pelos melhores sub-23 do nosso país. Isso sim, seria olhar pelos verdadeiros interesses do nosso ciclismo e, sobretudo, dos nossos jovens. Seria bem melhor , se é verdade o que atrás dissemos, de uma seleção com ciclistas internacionais e bem melhor do que a grande maioria das equipas estrangeiras que cá vêm correr.

É pena que não se pense um pouco seriamente, nos muitos jovens que fazem parte das equipas ditas profissionais e que ficam sem correr, com esta limitação do sete ciclistas por equipa, em provas do calendário nacional . Mas os nossos dirigentes já demonstraram ao longo da existência da FPC que são pouco assertivos na defesa dos interesses do nosso ciclismo interno. Lembrámo-nos por exemplo, de uma célebre legislação inventada por Artur Lopes, que impedia um ciclista de ser profissional, antes dos 22 anos e outra que pretendia impedir os sub-23 de primeiro e segundo ano a alinhar na Volta a Portugal.

Esperemos por informações credíveis sobre a Volta e outras provas do calendário nacional.