Calendário espanhol diminuto e… dúbio

Continuam as duvidas no ciclismo espanhol que passa por uma crise, da qual tem vindo muito lentamente a tentar recuperar nos últimos anos, contudo, mesmo sem a pandemia, o panorama velocipédico no país vizinho já não era o melhor no início deste ano.

Das 11 provas que fazem parte do seu calendário profissional, duas delas, Volta a Aragão e Klasica de Amorebieta já tinham sido canceladas por motivos financeiros, em plena época Covid apenas quatro poderão vingar : A Vuelta, com 18 etapas e datas no outono , logo om um handicap muito grande em questão de interesse desportivo, Vuelta a Burgos, Getxo e Ordizia, contudo, mesmo estas estão com sérias duvidas.

A prova de Burgos, 28 de julho a 1 de agosto seria a primeira a realizar-se mas subsistem na atual conjuntura muitas duvidas.A organização está a trabalhar como se a prova se viesse a realizar, mas os problemas avolumam-se. Com um orçamento de 700 mil euros, o controlo sanitário e as limitações impostas são muitas e necessitariam de um reforço de verba, coisa impensável no atual momento. Por outro lado, as entidades regionais vacilam ainda, o que coloca a Volta a Burgos numa situação de difícil ultrapassagem.

Seja como for, para uma prova de cinco dias, um orçamento de 700 mil euros, sem custos policiais, é caso para dizer para onde vai tanto dinheiro.